Câmara não investiga Prefeitura de Acrelândia
Os vereadores que fazem oposição ao prefeito Jonas Dales, de Acrelândia, estão revoltados e denunciando os colegas de parlamento. Segundo os parlamentares, Djalma Pessoa e Ariston Jardim, a prefeitura “comprou” cinco dos nove vereadores para evitar a instalação de uma CPI para investigar as contas da prefeitura. Houve a distribuição de cargos em várias secretarias para os parlamentares que ficaram do lado do prefeito.
Nessa segunda-feira (20), estava tudo pronto para que os vereadores do município votassem uma CPI. Só que, na hora da votação, cinco vereadores disseram “não” à formação da Comissão de Investigação. Para a oposição, restaram quatro votos e indignação.
O vereador Ariston Jardim informou que vai reproduzir os discursos dos vereadores na tribuna da Câmara, onde defendiam a CPI, e, de uma hora para outra, mudaram de opinião.
“Está tudo gravado. Vou mostrar para os moradores de Acrelândia como se comportam os nossos parlamentares na hora em que deveriam faze RO seu papel que é de fiscalizar a prefeitura”, completou.
Acusações
O prefeito Jonas Dales está sendo acusado pelo Ministério Público de improbidade administrativa em três processos. A Justiça já decidiu pela indisposição dos seus bens. O gestor pode perder o mandato, ser obrigado a devolver dinheiro aos cofres do município e até ser preso.
Mesmo com todas essas denúncias e processos, a Câmara decidiu não investigar as contas da prefeitura. Entre os vereadores que segundo a oposição foram beneficiados por Jonas Dales está João Garcia Rodrigues que, até julho desse ano, recebia dois salários: de vereador e de motorista da prefeitura. No segundo emprego ele não trabalhava e ainda recebia horas extras.
A Câmara de Vereadores de Acrelândia tem uma sessão por semana, e como o pedido de CPI foi rejeitado, a oposição só vai poder reapresentá-lo quando passar o período de seis meses.



