Foto: Aris Messinis/AFP
Iniciou nesta terça-feira, 20, o encontro para discutir políticas públicas para migrantes e vai ter duração de quatro dias. Participam representantes de diferentes órgãos, secretarias e instituições não governamentais que trabalham na causa. É estimado que em torno de 100 mil pessoas já passaram pelo Estado como migrantes ou refugiados.
O foco da atividade, que é realizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASD), é orientar gestores sobre a promoção, proteção e defesa dos direitos dos refugiados, dos migrantes e dos apátridas.
O secretário da SEASD, Alex Carvalho, falou que o amparo das pessoas que chegam de outros países precisa ser feito.
“Fico feliz, porque o Acre, mesmo sendo um Estado pequeno, consegue ajudar todos eles”, reiterou o secretário.
O Brasil possui, na população, diferentes nacionalidades. Essas pessoas enfrentam muitos impedimentos quando chegam ao país, como por exemplo, acesso a informações precisas, domínio da língua, acesso à documentação e ao trabalho.
A coordenadora do Grupo de Atuação Especial em Contextos Migratórios do Ministério Público do Acre, Kátia Rejane, disse que a união dos esforços traz um resultado positivo para o acolhimento dos migrantes.
“Ao longo do ano, os órgãos têm se reunido, passado os fluxos e discutido, mas nessa semana é trago alguns resultados, novos desafios e uma política de melhor acolhimento”, finalizou Rejane.
Nelson Jaime é da Guiné Bissau e mora no Brasil há quase 15 anos. Quando chegou, sentiu o quanto uma assistência faz falta para os migrantes. Sem conhecer nada no país, não foi fácil se adaptar, por isso, defende a importância de se adotar políticas públicas dessa natureza.
“O imigrante quando chega depende do Estado para tudo, depende da sociedade que está o acolhendo, tanto para interagir com outras pessoas e se integrar na sociedade”, contou Jaime.
Com informações da repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta



