Em uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, 28, o presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Glauber Feitosa, contou que analisa uma possível suspensão de visitas nos presídios Francisco de Oliveira Conde e Antônio Amaro e afirmou que foi uma tentativa de fuga e não rebelião.
“Quase 24 horas de ação dentro do presídio, uma tentativa de fuga frustrada. Forças de segurança se juntaram e agora, ao término da ocorrência, precisamos tomar uma série de medidas em relação a unidade”, disse o presidente do Iapen.
Ele pontoou que vistorias, procedimentos e protocolos para resguardar a integridade tanto dos presos, quanto dos colaboradores e visitantes, precisam ser feitos.
“É possível que iremos discutir a suspensão. Assim, as instituições podem colher o máximo de informações e, assim, o Iapen possa se precaver com as demais medidas de segurança no interior da unidade”, finalizou Feitosa.
Ainda na coletiva, diretor do Instituto Médico Legal do Acre (IML), Ítalo Maia, falou que três corpos foram decapitados no presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro.
O diretor reiterou que foi realizado um trabalho árduo da parte dos legistas, que encerraram as atividades por volta das 22h de quinta-feira, 27. Quando questionado se algum corpo decapitado estava incendiado, Maia respondeu que prefere aguardar o laudo oficial para responder essa questão.
“As circunstâncias que levaram o óbito das vítimas ainda serão reveladas quando o laudo estiver disponível”, afirmou.
De acordo com Márcio Sandro Martins, diretor do Departamento de Polícia-Técnico Científica, a perícia fez um trabalho grande e intenso ainda dentro do presídio.
“A equipe chegou às 10h e saiu às 16h. Depois, os corpos foram para o IML, que, também, se empenhou para devolvê-los para as famílias”, contou Martins.
Com informações do repórter Luan Rodrigo para a TV Gazeta



