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Segundo o levantamento da patrulha Maria da Penha, nos finais de semana a cada 10 chamadas no número 190, sete são denúncias de violência doméstica, na maioria dos casos o companheiro é o agressor. Nos seis primeiros meses desse ano o estado registrou seis casos de feminicídio, sendo quatro deles na capital Rio Branco.
A patrulha Maria da Penha está em vários municípios atualmente, e nos últimos quatro anos vem acompanhando 3.500 mulheres, e das mulheres que tiveram acompanhamento por violência doméstica não houve o feminicídio.
Os dados trazem segurança para as mulheres procurarem uma delegacia e a patrulha Maria da Penha para relatar os crimes. A ordem do governo é que até dia 16 de setembro é de que todas as forças se empenhem e ampliem seus serviços para levarem informações nas escolas e nas ruas.
“É um trabalho voltado ao combate aos crimes contra a mulher, agora podemos alcançar todos os municípios do estado. É uma ação integrada com todos os atores da segurança pública estão focados nesse período”, afirma a capitã da polícia militar, Priscila Siqueira
Em 2022 até o mês de julho o Ministério Público do Acre (MPAC), tinha registrado sete casos de feminicídio, já neste ano até julho foram contabilizados seis casos, sendo quatro deles na capital Rio Branco.
“Embora o estado do Acre tenha saído do primeiro lugar no ranking de feminicídio, ainda estamos configurando o quarto lugar dos estados que mais matam mulheres. Na escalada da violência, antes de chegar no estágio do feminicídio tem as ameaças, as agressões físicas, psicológicas e patrimonial” finaliza a coronel, Marta Renata.
Operação Shamar
As Forças de Segurança Pública do Acre deram início, nesta segunda-feira, 21, à Operação Shamar. Articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ministério das Mulheres e Secretaria Nacional de Segurança Pública, a ação busca o combate da violência doméstica contra a mulher e do feminicídio.
No estado, a ação nacional integrada será executada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) por meio das polícias Civil e Militar, através da Patrulha Maria da Penha e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), de 21 de agosto a 15 de setembro, em todos os municípios do estado.
O lançamento aconteceu nesta segunda, 21, pela manhã, na sede da Sejusp, e contou com a presença da vice-governadora Mailza, do secretário da Sejusp, José Américo Gaia, e de membros da Segurança Pública do Estado.
“Estamos trabalhando integrados com o governo federal e contamos com todo o apoio da Segurança Pública, por meio da Sejusp”, disse Mailza
Gaia ressaltou a união no enfrentamento à violência contra mulheres. “A parte prática das políticas públicas para mulheres tem sido nossa prioridade numa ação voltada para combate à violência enfrentada pelas mulheres”, pontuou.
A operação recebeu o nome “Shamar” devido à origem hebraica da palavra, que significa ato de guardar, vigiar ou proteger. O objetivo da operação é conscientizar a sociedade quanto à prevenção da violência contra a mulher, por meio de mobilização social e instituição de medidas para coibir todas as formas de violência contra a mulher, além de fomentar denúncias.
A finalidade da ação é a proteção desse grupo vulnerável. A operação termina no dia 15 de setembro, somando 26 dias.
Canais de denúncia
Em caso de suspeita ou violação dos direitos da mulher, a orientação é procurar uma delegacia de polícia especializada, ou ligar para o 190, ou para a Central de Atendimento à Mulher do Ministério das Mulheres, pelo número 180.
O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher do Ministério das Mulheres, que presta escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias podem ser feitas tanto pelas mulheres, como por testemunhas da violência.
À disposição estão também o 190 da PM/AC e o telefone de contato direto com o Batalhão Maria da Penha, por meio dos números (68) 99609-3901; (68) 99611-3224; (68) 99610-4372 e (68) 99614-2933.
Para fortalecer a rede de combate à violência contra a mulher, o governo do Acre criou a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam), em Rio Branco e em Cruzeiro do Sul.
Com informações do repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta e da Agências de Notícias do Acre



