As famílias retiradas da invasão Terra Prometida estão acampadas no saguão da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), desde a madrugada de segunda-feira (28). Os moradores dividem barracas com colchões para se acomodar no pequeno espaço.
Na espera por uma solução, mais famílias chegam para acampar no saguão da Aleac, e como o espaço não é adequado para abrigar essas pessoas, elas se organizam como podem.
Os moradores organizaram um sistema para se organizar, o café da manhã é servido por volta das 8 horas, café com leite e pão. O almoço e a janta seguem o mesmo padrão. Eles fazem pequenas cotas e com o dinheiro arrecadado compram os alimentos. Na tentativa de manter o local organizado, eles dividem as obrigações.
“Tem uma equipe que faz café, e uma que faz o almoço e a janta. Mantemos tudo organizado”, diz Clícia Silva, dona de casa.
A higiene pessoal, é uma das principais dificuldades enfrentadas por essas pessoas. Na lateral do prédio da Aleac, eles conseguiram improvisar um pequeno local para tomar banho.
“O pessoal autoriza a gente a usar o banheiro até às 11 horas, para tomar banho nós improvisamos um banheiro ao lado”, comenta Maria Alaíde, dona de casa.
A maioria das famílias perdeu quase tudo durante o cumprimento da reintegração de posse,e mesmo sem ter onde morar, ninguém foi deixado para trás, nem mesmo os animais de estimação.
“Querendo ou não é um filho para a gente, não vamos abandonar não, todos vão ficar aqui até que a gente saia”, afirma Valéria de Quadra, dona de casa.
Após três dias acampados, alguns deputados chegaram a conversar com os representantes do movimento, mas como nada ficou definido, as famílias garantem que não irão sair do local.
“Enquanto não tiver lugar para a gente morar, não saímos daqui”, finaliza Francisca Monteiro, aposentada.
Com informações da repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta



