Na manhã desta quarta-feira, 27, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em uma coletiva de imprensa, informou que 14 presidiários envolvidos na rebelião no presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro, no dia 26 de juho, foram transferidos para unidades prisionais de outros Estados do país.
De acordo com o secretário da Sejusp, José Américo Gaia, essa operação foi realizaram em sigilo pelos órgãos para garantir a segurança para os detentos e para os operadores da segurança pública. Além disso, ele destacou que foi um ato pensado já no momento do motim.
“Essa operação não veio a público por uma questão de segurança. Ela corre em sigilo e deu início a partir do ato da rebelião no dia 26 de julho. A decisão foi tomada pelo Iapen, junto com investigações, levantamento de inteligências e o apoio do Ministério Público do Acre”, contou Gaia.
Disse, ainda, que a atuação vai servir para previnir novas retaliações por parte de outros faccionados que estão na unidade e que todo o trabalho está sendo feito para monitorar ações dos faccionados, para evitar que os organizações criminosas retomem conflitos.

O coordenador do grupo de atuação especial no combate ao crime organizado, procurador de Justiça Bernardo Albano, explicou que a decisão de transferência foi tomada por um colegiado de juízes após a análise de algumas evidências obtidas durante a investigação.
“O sistema integrado de Segurança Pública se reuniu diversas vezes justamente visando a identificação dos responsáveis pela ação naquele dia. Esse trabalho foi extremamente minucioso, no sentido de identificação dessas pessoas. Essa ação que foi executada hoje e culminou na transferência de 14 pessoas, só foi possível a partir da reunião dos elementos comprovatórios”, reiterou Albano.
O presidente do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen/AC) , Alexandre Nascimento de Souza, afirmou que a ação é uma resposta à afronta feita ao Estado, por meio dos apenados.
“O evento de hoje vem de encontro à uma determinação do Governo do Estado, que é dar uma resposta à afronta feita ao Estado, por meio da rebelião no dia 26 de junho, onde tivemos vidas ceifadas”, comentou.



