Na manhã desta terça-feira, 10, familiares e amigos de Fernando Júnior Moraes Roca, de 25 anos, morto ao ser atingido no pescoço por uma linha com cerol, ocuparam parte da galeria da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Na sessão, a lei que proíbe a venda e o uso da linha com cerol foi aprovada.
O deputado Fagner Calegário, do Podemos, defende a aprovação do projeto de lei que estabelece locais específicos onde o uso de linhas com corte, como a chilena ou a indonésia, que possuem cerol, poderia ser utilizado.
“Esse projeto originalmente trata para que a gente possa instituir alguns espaços públicos para soltura das pipas. Nesse ambiente que vão poder ser usadas as linhas esportivas”, declarou Calegário.
A questão do uso de linhas com cerol mobilizou outros parlamentares. Afonso Fernandes, do PL, defendeu, ainda, que além da proposta do deputado Calegário, que delimita locais para o uso de linhas com corte, sejam definidas penalidades para quem não respeitar as leis.
“Apresentei hoje a criação de um projeto de lei que, além de regulamentar esses locais específicos para praticar essas ações, vai trazer penalidades para aqueles que descumprirem”, afirmou Afonso Fernandes.
Mas devido a gravidade do acidente fatal com Fernando Roca e o risco de que outras pessoas possam perder a vida da mesma maneira, os deputados alterarem a PL. Já com emendas, a lei que proíbe a venda e a comercialização da linha como cerol foi aprovada.
“Estamos lutando para que outra vida não seja perdida como nós perdemos meu filho, com 25 anos, na flor da idade, e nada traz ele de volta. Meu filho faleceu em dois minutos, degolado, por linha chilena. Quem comercializa isso deveria ser preso, multado e caçado o alvará”, destacou o pai do jovem.
Com informações da repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta



