O Acre já pode ter registrado o primeiro caso de feminicídio de 2024. Na manhã desta segunda-feira, 1° de janeiro, Luzia Costa da Silva, de 42 anos, que estava grávida de 8 semanas, foi encontrada sem vida, com sinais de estrangulamento e a coluna cervical quebrada. David de Oliveira Rodrigues, o companheiro, é o principal suspeito.
Segundo informações da Polícia Civil do Acre (PC/AC), o homicídio ocorreu por volta das 3h da madrugada. Informaram, ainda, que Rodrigues é ex-presidiário e envolvido com tráfico de drogas, além de ser membro de uma organização criminosa. O suspeito está foragido.
De acordo com a amiga de longa data da vítima, Railda Souza Moura, eles haviam ido para o Calçadão da Gameleira assistir à queima de fogos da virada de ano, e a situação aconteceu quando chegaram em casa, de madrugada.
“Aconteceu depois das 3h, que foi o horário que ela chegou da Gameleira com ele. O filho dela chegou 7h e achou ela já sem sinal de vida e ele ao lado dela na cama dizendo que estava tentando acordar ela”, detalha a mulher.
Railda Moura salienta que Luzia Silva estava em um relacionamento com o suspeito há cerca de cinco meses e moravam juntos há mais ou menos três. Porém, ela estaria tentando se separar, pois o homem começou a apresentar um histórico de agressividade.
“Ela estava mantendo um relacionamento com ele há pouco tempo, aproximadamente uns quatro ou cinco meses. Ele já vinha mostrando um histórico de agressividade e ela estava querendo se sair dele, mas ele era muito surtado”, conta Moura.
A amiga da vítima destaca que ela tinha três filhos e havia perdido uma filha há dois anos, vítima de suicídio. Além disso, contou que pai dela morreu há alguns meses. “Ela tinha três filhos. A filha dela está com dois anos que tirou a vida. O pai dela faleceu não está nem com ano também. Ela não teve nenhum filho com ele, estava grávida”.
Primeiro feminicídio de 2024 no Acre
O site Agazeta.net entrou em contato com a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e nos foi informado que, sim, pode ser o primeiro caso de feminicídio de 2024, porém, as investigações vão seguir para ter uma comprovação vinda da Polícia Civil.
Segundo a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), o caso já é trabalhado com a hipótese de ser um feminicídio.
Canais de ajuda
Metade dos brasileiros conhece ao menos uma mulher vítima de violência doméstica. Por isso, se você que está lendo essa matéria estiver passando por agressão física, violência sexual, psicológica ou patrimonial ou conhece alguma mulher que esteja, entre em contato com as centrais de ajuda:
Centro de Atendimento à Vítima (CAV): Rua Marechal Deodoro, 472, Prédio-Sede do Ministério Público – cav@mpac.mp.br – (68) 99993-4701;
Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam): Via Chico Mendes, 803 – Triângulo (ao lado do Deracre) – (68) 3221-4799;
Centros de Referência de Assistência Social (Cras);
Sobral: Rua São Salvador, 125 – (68) 3225-0787;
Calafate: Estrada Calafate, 3937 – (68) 3225-1062;
Bairro da Paz: Rua Valdomiro Lopes, 1728 – (68) 3228-7783;
Vitória: Rua Raimundo Nonato, 359 – (68) 3224-5874;
Tancredo Neves: Rua Antônio Jucá, 810 – (68) 3228-1334;
Santa Inês: Rua da Sanacre, 1327 – (68) 3221-8311;
Triângulo Velho: Rua Flávio Baptista, 200 – (68) 3221-0826;
Casa Rosa Mulher: Rua Nova Andirá, 339 – Cidade Nova – (68) 3224-5117;
Serviço de Atendimento à Violência Sexual: Maternidade Bárbara Heliodora – Travessa da Maternidade – Bosque;
Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Física: Upas Sobral, Segundo Distrito, Cidade do Povo e Pronto-Socorro;
Ministério Público – Centro de Atendimento à Vítima (CAV): sede – R. Mal. Deodoro, 472 – Centro – (68) 3212-2000;
Defensoria Pública – Núcleo de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência: Av. Antônio da Rocha Viana, 3057 – (68) 3215-4185;
Denúncias contra violência mulher – Disque 180.



