O servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) e professor de Direito da Universidade Federal do Acre (Ufac), Michel de Oliveira Bandeira, suspeito de agredir a ex-esposa, Maria Disney Bandeira, divulgou à imprensa uma nota de esclarecimento, nesta quinta-feira (04), onde se defende das acusações.
Em nota, Bandeira afirma que a ex-mulher o acusou de forma injusta. Além disso, diz que tentou ao máximo manter a situação reservada para manter preservada a imagem de cada pessoa envolvida no caso, principalmente das filhas que são frutos do relacionamento.
“Minha ex-mulher me acusou, injustamente, de agredi-la. Procurei ao máximo manter esses fatos reservados, para preservar a reputação de todos os envolvidos, principalmente minhas filhas. Mas a situação tomou um caminho que extrapolou os limites do aceitável, maculando severamente minha imagem pessoal e profissional”, declara Michel Bandeira.
Segundo o professor da Ufac, ele foi comunicado que vai ser exonerado do cargo de secretário do TCU no Acre e que um processo administrativo vai ser instaurado para apurar o ocorrido. Apesar disso, ele afirma estar tranquilo, pois é inocente.
“Fui comunicado que serei exonerado da função de secretário do TCU no Acre, e que será instaurado um processo administrativo para apurar o aconteceu. Estou tranquilo quanto a isso, pois tenho bastante evidências de minha inocência”, reitera.
Ainda com informações previstas na nota, o indiciado conta que Maria Disney Bandeira sempre teve problemas mentais e que, inclusive, teria tentado tirar a própria vida pelo menos uma vez antes deles se conhecerem. Ele afirma que ela sofre de amor patológico.
“Minha ex-mulher sempre teve problemas psicológicos. Antes de conhecê-la ela já havia tentado tirar a própria vida pelo menos uma vez. Ela sofre de ‘amor patológico’. É uma pessoa insegura, possessiva e possui um ciúme doentio. Vê coisas que não existem, já tendo chegado ao ponto de causar uma grande confusão com minha ex-cunhada, acusando-me de ser o pai de um de meus sobrinhos”, conta.
Detalha, ainda, que a ex-esposa chegou a ir até uma macumbeira, que lhe revelou que nele tinha uma suposta amante, algo que a mulher teria uma obsessão. Além disso, ela teria tentado suicídio após brigas do ex-casal. A nota conta que ela estava internada na ala de saúde mental do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB).
“Ela foi a uma macumbeira, em Senador Guiomard, onde “confirmou que eu tinha uma suposta amante”, o que era uma obsessão dela. Várias vezes, em discussões nossas, saí de casa para evitar problemas maiores. Em algumas dessas situações, ela tentou suicídio. Recentemente, ela esteve internada na ala psiquiátrica do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB), de 4 a 9 de setembro, porque tentou tirar a própria vida, ingerindo medicamentos controlados e bebidas alcoólicas”.
Ao final da nota, Michel Bandeira se diz envergonhado de relatar essas situações e pede desculpas às filhas por tudo o que estão passando. Diz, ainda, que tem a consciência tranquila de que tudo vai ser resolvido.
“Sinto-me extremamente constrangido em relatar esses fatos. Peço desculpas a minhas filhas por tudo que elas estão passando. Pelos julgamentos e condenações antecipados, por não ter conseguido preservá-las. Tenho minha consciência tranquila e sei que tudo será resolvido no tempo necessário”, finaliza.
Confira a nota completa na íntegra:
Procurei ao máximo manter esses fatos reservados, para preservar a reputação de todos os envolvidos, principalmente minhas filhas. Mas a situação tomou um caminho que extrapolou os limites do aceitável, maculando severamente minha imagem pessoal e profissional. Nesse momento, fui comunicado que serei exonerado da função de secretário do TCU no Acre, e que será instaurado um processo administrativo para apurar o aconteceu. Estou tranquilo quanto a isso, pois tenho bastante evidências de minha inocência.
Dessa forma, estou sendo obrigado a trazer à luz os fatos como realmente aconteceram.
Primeiramente, cabe esclarecer que minha ex-mulher sempre teve problemas psicológicos. Inclusive, antes de conhecê-la ela já havia tentado tirar a própria vida pelo menos uma vez. Nosso relacionamento de 23 anos passou por momentos conturbados. Ela sofre de “amor patológico”. É uma pessoa insegura, possessiva e possui um ciúme doentio. Vê coisas que não existem, já tendo chegado ao ponto de causar uma grande confusão com minha ex-cunhada, acusando-me de ser o pai de um de meus sobrinhos. No início de setembro, ela foi a uma macumbeira, em Senador Guiomard, onde “confirmou que eu tinha uma suposta amante”, o que era uma obsessão dela. Desde então nossa relação chegou ao limite. Além de tudo isso, ela é uma pessoa muito agressiva e não aceita ser contrariada. Chegou às vias de fato com as duas filhas várias vezes. Nesse momento, nossas filhas estão morando comigo, pois a mãe pediu medida protetiva contra elas, acusando-as injustamente por fatos inverídicos.
Várias vezes, em discussões nossas, saí de casa para evitar problemas maiores. Em algumas dessas situações (pelo menos três), ela tentou suicídio. Recentemente, ela esteve internada na ala psiquiátrica do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB), de 4 a 9 de setembro, porque tentou tirar a própria vida, ingerindo medicamentos controlados e bebidas alcoólicas. Nesse período, eu e minhas filhas estivemos ao lado dela, prestando apoio. Ela ficou afastada do trabalho de maio a novembro, por problemas psicológicos.
Referente aos fatos relatados na reportagem, que ocorreram no Palácio do Comércio, não se desenvolveram como foi reportado. Acontece que, de junho a setembro de 2023, minha exmulher foi ao meu trabalho uma dezena de vezes. Sempre procurava criar situações que me comprometessem. Numa dessas oportunidades, chegou a secar os pneus do meu carro, no estacionamento do prédio. Dia 25/09/23, quando já havia uma medida protetiva contra mim, ela foi ao meu trabalho, pela manhã, dizendo ter descoberto quem era minha suposta amante. Tive que sair do meu próprio local de trabalho para evitar confusão. Fui à 2ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco/AC, falar com a equipe psicossocial que trata do caso. Quando relatei que ela havia me procurado e estava me perseguindo no trabalho, mesmo com a medida protetiva, todos ficaram surpresos.
Ainda no dia 25/09, voltei para o trabalho à tarde, porque pensei que ela iria me deixar em paz. No entanto, por volta das 14h, ela entrou aos gritos em minha sala, passando direto pela recepção, sem ser anunciada, como se fosse a dona do local e como sempre fazia. Quando tentei sair da sala, ela me segurou pelos braços. Então não tive alternativa a não ser retirá-la à força. Mas em nenhum momento a agredi. Os hematomas que ela apresentou foram causados por uma queda. Quando a empurrei para fora das dependências de meu trabalho, ela tropeçou e bateu a cabeça no chão. No calor do momento, excedi-me quando à força necessária para retirá-la. Mas fiz isso por extrema necessidade e sem intenção de machucá-la.
Finalmente, em nenhum momento ela procurou tratar de questões relacionadas ao divórcio ou partilha de bens. Mesmo porque ficou no nosso apartamento recém adquirido, totalmente equipado, enquanto eu saí de casa praticamente apenas com a roupa do corpo, porque ela cortou com a tesoura todas as minhas camisas sociais, que eu usava para trabalhar.
Sinto-me extremamente constrangido em relatar esses fatos. Peço desculpas a minhas filhas por tudo que elas estão passando. Pelos julgamentos e condenações antecipados, por não ter conseguido preservá-las. Tenho minha consciência tranquila e sei que tudo será resolvido no tempo necessário.
Agressão no TCU
https://nk7-testes.com.br/servidor-do-tribunal-de-contas-da-uniao-e-suspeito-de-agredir-ex-mulher-no-palacio-do-comercio-em-rio-branco/



