Segundo uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) nesta primeira quinzena de janeiro, 99,3% das rodovias do Acre apresentam algum tipo de problema, como trincas, buracos, afundamentos e pontos destruídos. Dos 1346 quilômetros de pavimento analisados apenas ,0,7% foram considerados bons, 17,5 regular, 29% ruim e 53% péssimo.
Além disso, na sinalização 92% estão entre regular, ruim ou péssima. Falta a faixa lateral em 59,3% da extensão das estradas.
Com isso, a BR-364 entre Rio Branco e a região do Juruá aparece como uma das piores rodovias do Brasil. Além da falta de pavimento em boa parte dos trechos, principalmente entre Sena Madureira e o Rio Liberdade, a 80 quilômetros de Cruzeiro do Sul, falta sinalização e as 90 erosões ao longo da estrada tornam a 364 um perigo aos motoristas.
Por causa das péssimas condições das estradas o custo operacional dos transportes chega a ser maior 74,8%, principalmente o gasto com óleo diesel desnecessário. Outro ponto de destaque foi o fato de que em 2022 o governo federal não gastou um só centavo de melhoria das estradas do Acre.
O diretor do Dnit no Acre, Ricardo Araújo, explicou que a pesquisa da CNT é antiga, de março de 2023. Nos meses seguintes foram feitas várias melhorias nas BRs federais. Na BR-317 entre Rio Branco e Assis Brasil falta recuperar apenas 20 quilômetros e na BR-364 entre a divisa com Rondônia até Cruzeiro do Sul o trecho mais complicado são 400 quilômetros entre Manoel Urbano e o rio Liberdade.
“Não temos um trecho hoje da BR-364, nem da 367 que não tenha uma empresa dando manutenção. É claro que no começo tivemos um aumento das chuvas, que começou muito forte. Essas chuvas estão abrindo novos buracos, mas a gente tem feito lá um serviço e aí a gente vai fazer a licitação esse ano. Nós estamos com o projeto quase finalizado para a reconstrução da BR-364”, comenta.
O diretor mostrou uma pesquisa feita mensalmente pela direção do Dnit na qual mostra números completamente diferentes. Em novembro do ano passado as rodovias estavam com 34% da extensão considerada boa, 25% regular, 19% ruim e 21 péssima.
“Nós temos os nossos índices, que é o índice de manutenção que a gente tem no ICM. Ele dá um retrato mensal. Então hoje eu até posso falar assim para você, nós temos uma malha de 1196 km de rodovia. Você sai, sai hoje da divisa com Porto Velho, vai até o Bujari, já está com toda estrada considerada boa pelos nossos índices”, conclui.
Com informaçoes de Adailson Oliveira para a TV Gazeta



