Em entrevista à TV Gazeta nesta quarta-feira (14), o delegado da Polícia Civil do Acre (PC/AC), Roberth Alencar, dá detalhes sobre a fuga dos acreanos Deibson Nascimento e Rogério Mendonça, da Penitenciária Federal em Mossoró. A dupla participou da rebelião ocorrida no presídio Antônio Amaro, em julho do ano passado.
Alencar é um dos responsáveis pela investigação da rebelião ocorrida no presídio de Rio Branco, que deixou cinco detentos mortos e os dois fugitivos foram transferidos para Mossoró, após pedido do Ministério Público do Acre (MPAC), por fazerem parte do motim.
“A Polícia Civil do Acre aguarda informações oficiais, para que a gente preste auxílio no sentido de tentar recuperar esses dois detentos. A Polícia vai realizar o monitoramento, já que eles têm vínculos familiares aqui no Acre e eles podem tentar regressar para o Estado, ou tentar entrar em contato com familiares”, destaca o delegado.
Ele explica que o retorno dos indivíduos para o Acre não é descartado, exatamente por conta dos vínculos. Apesar disso, só pode ser constatado que devem retornar ao território ou se vão manter as atividades em outros Estados, só a partir de investigação.
“Os dois são criminosos de alta periculosidade e membros de uma organização criminosa com atuação em todo Brasil. Então, toda possibilidade é existente. Se eles vão retornar ou se vão manter as atividades deles em outros Estados, só a partir de investigação é que a gente vai poder definir. É uma possibilidade justamente por conta do vínculo de familiares”, detalha.
Alencar ressalta que a Policia Civil tem dois inquéritos em andamento sobre a rebelião ocorrida no dia 26 de julho, no presídio Antônio Amaro, um na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e outro na Delegacia Interestadual da Polícia Civil (Polinta).
“O da DHPP já está em fase de conclusão e nele, o Deibson e Rogério são autores com elementos de materialidade suficientes desses homicídios. Eles vão ser indiciados e, possivelmente, réus desses homicídios. Em relação ao outro inquérito, também estamos em andamento da investigação, mas é muito complexa, porque envolve possíveis integrantes da administração pública”, comenta.
Conheça os fugitivos
Rogério da Silva Mendonça, conhecido como Querubin, tem 35 anos e estava preso desde setembro de 2023 no presídio de Mossoró. É natural de Rio Branco, no Acre, e foi transferido para o Rio Grande do Norte após a rebelião no Presídio Antônio Amaro Alves. É condenado por assaltos a mão armada e as penas somadas chegam a 74 anos de prisão.

Deibson Cabral Nascimento, conhecido Tatu, também é acreano, nascido na cidade de Brasileia. Tem 33 anos e também estava no presídio de segurança máxima de Mossoró desde 2023. Condenado por cometer assaltos a mão armada. As penas, quando somadas, chegam a 81 anos de prisão.

Ministério Público do Acre
Nesta quarta-feira (14), o MPAC divulgou uma nota sobre as fugas. No texto, afirmam que o órgão atua em colaboração com as demais instituições para que os fugitivos sejam recapturados. Leia a nota completa na íntegra.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), informa que tomou conhecimento nas primeiras horas desta quarta-feira, 14, da fuga de dois presos acreanos do Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
A pedido do Gaeco, Deibson Cabral Nascimento e Rogerio da Silva Mendonça haviam sido transferidos do Acre, após participação na rebelião no presídio Antônio Amaro, em Rio Branco, que resultou na morte de cinco detentos, em julho de 2023.
O MPAC comunica, ainda, que vem atuando em colaboração com as demais instituições para que os fugitivos sejam recapturados.



