Por Pedro Amorim e Felipe Souza
O nível do Rio Acre continua a subir e, às 12h desta segunda-feira (26), o manancial atingiu a marca de 16 metros em nível de água. Com isso, 37 bairros de Rio Branco já foram atingidos, mais de 200 famílias estão desabrigadas. Ao todo, cerca de 14 mil pessoas já foram prejudicadas pela enchente, tanto na zona urbana como na rural.
As famílias desabrigadas estão alojadas em abrigos da Prefeitura, que atualmente somam 10. Em número mais exatos, cerca de 650 pessoas dependem dos abrigos disponibilizados pela gestão municipal.
Em uma entrevista à TV Gazeta na manhã desta sexta-feira (26), o tenente coronel e coordenador da Defesa Civil de Rio Branco (Comdec), Cláudio Falcão, esclareceu que a cada momento que passa, a situação da enchente piora ainda mais e atinge novas famílias e novas localidades na capital.
“Infelizmente, o cenário se agrava a cada momento que passa. Nós temos um aumento do nível do Rio a cada momento. E, a cada vez que esse nível aumenta, nós também atingimos novos bairros e novas famílias. Atualmente nós já temos mais de 200 famílias abrigadas nos abrigos da Prefeitura. Isso totaliza 650 pessoas”, explica o coronel.
Falcão explica que a água dos rios em Assis Brasil de fato vem para Rio Branco, como muitas pessoas especulam. Mas, ao contrário do que pensam, lá não secou, pois esse cenário de cheia ocorre em vários municípios do Estado. Além disso, outras cidades desaguam na capital, como Brasiléia e Xapuri.
“Desde a sexta-feira que já deu sinais de águas do Alto Acre aqui no nosso rio. A partir do momento que chegou, começou a aumentar mais ainda o nível. Também tem águas de Rio Branco. O Riozinho do Rola está muito cheio também. Lá nas cabeceiras, como nós chamamos, Assis Brasil, Brasileia e Xapuri não tem recuo. E essa água toda vem para cá”, esclarece.
A alagação, atualmente, passa por um momento de transição de média para grande, segundo o coordenador da Defesa Civil. Essa mudança representa um aumento no número de pessoas atingidas e que precisam sair das residências.
“Nesse momento, nós estamos fazendo uma transição de uma média para uma grande enchente. Isso significa dizer que mais uma vez são milhares de pessoas atingidas, milhares de pessoas que precisam sair das suas casas e também ser abrigadas. Infelizmente nós tivemos inundações todos os anos da gestão da Prefeitura de Tião Bocalom”, conta Falcão.
Por conta do crescente número de pessoas que vêm sendo atingidas a cada hora que passa, a Prefeitura já tem cerca de 10 abrigos, incluindo no Parque de Exposições Wildy Viana, onde toda uma estrutura é montada para receber mais vítimas nos próximos dias.
“Agora nós estamos com 10 abrigos já, incluindo o Parque de Exposições. Temos muitas famílias já dentro do Parque e nós estamos montando toda a estrutura. Lá que nós podemos colocar em prática toda a situação de abrigamento, que, inclusive, a Defesa Civil de Rio Branco, com a Prefeitura de Rio Branco, é referência nacional em abrigamento humanizado e cada dia mais a gente precisa melhorar”, afirma.



