A cheia do Rio Acre efeta grande parte dos municípios acreanos há quase uma semana. Nesta terça-feira (27), a última medição feita pela Prefeitura de Brasiléia, às 12h, mostra que o manancial já ultrassa os 15 metros e chega aos 15,08m, de acordo com a Defesa Civil Municipal.
O Acre enfrentou, em 2015, a maior cheia da história. Em Brasiléia, o principal afluente teve registro máximo de 15,55m no dia 24 de fevereiro daquele ano. Agora, apenas 0,47 centrímetros separam o nível atual do Rio Acre da maior medição já feita no município.
Dados mais recentes mostram que 800 pessoas estão desabrigadas e 1.011 estão desalojadas em Brasiléia. Ao todo, mais de 13 mil pessoas já foram atingidas, segundo a Prefeitura. Além disso, estima-se que 12 bairros já foram afetados até o momento.

A Ponte Metálica José Augusto de Araújo, que é ligada a Epitaciolândia e dá acesso ao município, está interditada com a superfície coberta pela alagação do Rio Acre. Por conta disso, o município está isolado do resto do país por via terrestre.

Abrigos
Ao todo, 10 abrigos forem disponibilizados à população atingida pelas águas. Por conta disso, a Prefeitura mobilizou um grupo de apoio, afim de garantir a alimentação das pessoas diretamente afetadas pelo desastre natural.
Com cerca de 1.800 famílias alojadas nos abrigos espalhados pela cidade, a Prefeitura fornece café da manhã, almoço e jantar. A prefeita Fernanda Hassem faz questão de destacar o compromisso em proporcionar apoio humanitário e cuidados básicos às comunidades afetadas.
“Mais uma vez estamos passando por um momento difícil por conta da alagação. É essencial unir forças para apoiar as famílias, garantir que elas tenham uma alimentação adequada é o mínimo que podemos fazer. A enchente em Brasiléia tem trazido muitos desafios, mas com determinação e solidariedade, estamos enfrentando-os juntos”, afirma Fernanda Hassem.
Ela reforça que o apoio de todos que puderem contribuir com doações de alimentos, entre outros mantimentos e insumos, às famílias nesse momento de solidariedade e resiliência, é fundamental. Os interessados em contribuir devem procurar a sede da Defesa Civil.



