Desde o último dia 6 de março as águas do Rio Acre começaram a diminuir na capital. Por conta disso, muitas pessoas já começaram a voltar às residência e, nesta segunda-feira (11), segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Hunos (SASDH) cerca de 70 famílias já deixaram os abrigos por conta própria.
Devido às cheias dos igarapés e do Rio Acre, mais de 1.000 famílias precisaram ser abrigadas pelo município. O Parque de Exposições Wildy Viana foi o maior abrigo montado na capital. São mais de três mil e quinhentas pessoas que ficaram nesse espaço por não terem onde morar.
Na segunda maior cheia já registrada em Rio Branco, o nível do Rio Acre atingiu a marca de 17 metros e 89 centímetros. Na leitura feita às 6h da manhã desta segunda-feira, o registro foi de 13,80m, 20 centímetros abaixo da cota de transbordo. Mesmo assim, a gestão não orienta que as pessoas deixem os abrigos e retornem às regiões que foram atingidas pelas águas.
Nesse primeiro momento, apenas as famílias que tiveram as casas alagadas pelos igarapés, são orientadas de, aos poucos, começarem a deixar as escolas que serviram como abrigo.
Mas o município não pode obrigar as famílias a permanecerem nos abrigos. Quem decidir retornar antes da autorização da Defesa Civil de Rio Branco, pode… mas irá se responsabilizar por isso. A secretária da SASDH, Suellen Araújo, acredita que cerca de 70 famílias já deixaram os abrigos por conta própria.
“As famílias que querem retornar por conta própria assinam um temo de desistência, a qual se responsabilizam por esse retorno para suas casas. Toda a parte de levar os móveis é por responsabilidade da família. Caso as águas voltem a subir, infelizmente nós não temos responsabilidade no sentido de busca imediata. Está sendo avisado”, explica a secretária.
Matéria produzida em vídeo pela repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta



