O Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima publicou em edição do Diário Oficial da União (DOU), o calendário de emergência ambiental em áreas mais suscetíveis a incêndios florestais entre fevereiro de 2024 e abril de 2025. O Acre aparece com risco de incêndios florestais entre abril e novembro deste ano.
“A nível de Amazônia essa informação ela é real, porque nós temos alguns estados mais na região equatorial que vivenciam os incidentes em um momento oposto ao nosso. Quando nós estamos vivenciando a inundação, alguns estados estão vivenciando incêndios florestais”, afirma o comandante operacional do interior, capitão Freitas Filho.
Em junho inicia a potencialização dos riscos de incêndios ambientais, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM/AC) trabalha, nesse momento, o planejamento e operacionalização das ações de prevenção.
“Nós já estamos com nosso planejamento da operação ‘Fogo Controlado’ todo pronto. Já estamos estartando a operacionalização desse planejamento, através de atividades de educação ambiental, atividades preventivas na comunidade, com formação de brigadas, atuação em escolas, divulgação em redes sociais”, conta capitão.
A publicação da portaria que declara estado de emergência ambiental é um procedimento anual, que dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender à necessidade temporária de interesse público.
Segundo o Governo Federal, são contratadas brigadas especializadas para cada período e região, como agentes indígenas, quilombolas e de comunidades que conheçam o território e possam contribuir com ações preventivas. Além de verbas fornecidas para os programas de combate aos incêndios.
Relacionado a desmatamento e incêndios florestais, o CBM/AC destaca que o Acre reduziu em quase 50% os focos de calor entre o período de 2022 a 2023. Dentro desse cenário, há regiões que ficam mais vulneráveis de acordo com o período do ano.
“O nosso estado dispõe de recursos e o Governo Federal nos apoia com o custeio de manutenção dos equipamentos e o custeio das equipes em campo. Isso nos ajuda a potencializar e reforçar esse nosso efetivo que pode ser movimentado no terreno, de acordo com a dinâmica e demanda desses incêndios”, destaca Freitas Filho.
Matéria produzida em vídeo pela repórter Wanessa Souza para a TV Gazeta



