O delegado da polícia civil e presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Estado do Acre (Iapen) Marcos Frank, durante participação no programa Gazeta Entrevista nesta quinta-feira (8), relatou sobre a fuga dos seis detentos, do Complexo Penitenciário de Rio Branco e deu detalhes sobre o detento Hanoi Llorca Redondo, de 47 anos que foi a óbito, depois de passar mal.
“Hoje foi verificado durante a revista estrutural, que foi aberto um buraco na parede que transpuseram a muralha do complexo. Podemos dizer que todos os esforços do governo do estado tem sido investidos no Iapen, temos falhas estruturais, procuramos algumas alternativas para melhorar e mitigar esses problemas. No entanto, não conseguimos acabar de uma vez por todas essas tentativas de fuga”, diz o presidente do Iapen
Frank ressalta sobre a realização de revisões nos procedimentos policiais e o investimento em alternativas tecnológicas que melhoram a vigilância e por um momento reforçam o trabalho penitenciário, mas que vez ou outra ocorrem registros da forma que ocorreu hoje.
Ao ser questionado se pode haver envolvimento interno sobre o caso, pelo motivo dos agentes penitenciários não ter escutado nenhuma anomalia ou a parede sendo quebrada, o delegado disse que qualquer coisa que saia do comum no complexo deve ser averiguado.
“Qualquer situação que não se enquadre na normalidade do local penitenciário merece estauração do procedimento, vamos averiguar sobre uma possível falha estrutural”, comenta.
Os detentos que fugiram do Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde são considerados provisórios, aqueles presos cujo processo ainda não chegou ao fim não existe uma sentença final condenatória.
Óbito
Ainda nesta quinta-feira, o detento Hanoi Llorca Redondo, de 47 anos, morreu após passar mal dentro de cela no Pavilhão B. Não há relação dele com a fuga em questão, segundo o presidente do Iapen o detento já havia reclamado de mal-estar e tinha sido atendido no posto médico da unidade penitenciária.
“Ainda ontem, ele foi atendido num posto médico da unidade penitenciária. Na parte da noite, chegou a pedir socorro e foi atendido por uma outra equipe médica que não viu naquele momento a necessidade de uma internação ou de um tratamento fora da unidade. Na manhã de hoje foi alertado para a equipe que ele, de alguma forma, precisava de um novo atendimento, quando o socorro médico chegou, ele já não estava mais convido” relata Frank.



