O caseiro Mateus Lima de Sousa foi condenado a 16 anos e 6 meses de prisão em regime inicial fechado por matar namorada, Lauane do Nascimento Melo, de 16 anos, com um tiro no olho, em julho de 2023, em Rio Branco. A sentença foi proferida durante júri popular realizado na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), nesta sexta-feira, (8).
O crime ocorreu em uma chácara na Estrada do Barro Vermelho, em uma região próxima ao Complexo Prisional de Rio Branco, onde Mateus Sousa trabalhava como caseiro. Na ocasião, Lauane estava sozinha em casa quando foi alvejada por Sousa, que alegou, posteriormente, que o disparo foi acidental. No entanto, as investigações revelaram que o réu, motivado por vingança, planejou o ato, acreditando que a mãe da vítima era responsável pela morte de irmão.
A denúncia, feita pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) por meio da 6ª Promotoria de Justiça Criminal, qualificou o crime como homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, e feminicídio. O promotor de justiça Eflain Mendonça destacou que o crime não foi acidental, enfatizando que “ele atirou contra a vítima, apontando a arma para ela a curta distância.”
Durante o julgamento, o Tribunal do Júri acatou a tese do MP-AC, sustentando que o ato foi premeditado e intencional. Exames indicaram que o tiro foi disparado a curta distância e na parte frontal da cabeça da vítima, reforçando a culpabilidade do réu. Além disso, testemunhas relataram que o réu apresentava comportamentos agressivos durante o período em que conviveu com a vítima.
Após o crime, Sousa fugiu, mas não antes de confessar ao gerente da propriedade que havia matado Lauane. O gerente encontrou a jovem morta em cima da cama e acionou o dono da chácara, que contatou as autoridades. O réu foi preso no Complexo Prisional de Rio Branco e teve o direito de recorrer em liberdade negado pela Justiça.



