Um vídeo que circulou nas redes sociais nesta semana mostrou adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em Rio Branco realizando uma transmissão ao vivo de dentro da unidade. Nas imagens, é possível ver comentários em tempo real e até gestos associados a uma facção criminosa.
O caso chamou atenção pelo fato de os internos não poderem ter acesso a celulares ou equipamentos eletrônicos. Informações preliminares apontam que o aparelho usado para a live seria de um instrutor de curso oferecido dentro do centro.
Segundo apurado, o professor, que não pertence ao quadro de servidores do Instituto Socioeducativo (ISE), teria levado o celular para a unidade. Havia a possibilidade de que ele fosse conduzido à Delegacia de Flagrantes, mas não houve encaminhamento formal.
Diante da repercussão, o presidente do ISE, coronel Mário César, informou que foi aberto um procedimento administrativo para apurar o caso. Ele explicou que a situação ocorreu durante um curso de barbeiro, oferecido com o objetivo de qualificar os adolescentes para o mercado de trabalho após a desinternação.
“Infelizmente houve esse ocorrido. Preliminarmente, identificamos que o celular era do instrutor do curso. Suspendemos temporariamente as atividades para substituição do profissional e instauramos sindicância para apurar todas as circunstâncias”, afirma.
O coronel destacou ainda que o instrutor não é agente de segurança, mas um colaborador externo. “Acreditamos que não houve má-fé, mas imaturidade. De qualquer forma, ele não retorna mais à unidade”, completa.
O procedimento deverá apurar a entrada do celular, a realização da live e possíveis falhas na fiscalização. Após a conclusão, o relatório será encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Até o momento, não houve divulgação de nota oficial além do posicionamento da presidência do ISE.
Com informações dos repórteres Rose Lima e Luan Rodrigo, para a TV Gazeta.



