A tempestade que atingiu Rio Branco na última sexta-feira deixou alguns bairros da capital sem energia elétrica. A chuva intensa, que chegou com ventos fortes, também causou danos materiais. Segundo a Defesa Civil Municipal, dez ocorrências foram registradas. Com ventos de até 70 quilômetros por hora, houve queda de árvores e tombamento de casas.
Assim como ocorreu em abril, que neste ano registrou o maior volume de chuva dos últimos onze anos, setembro também está sendo um mês atípico. As duas primeiras semanas registraram um volume de chuva bem acima do que geralmente ocorre nesse período.
Com isso, o nível do Rio Acre, que este ano chegou a 1 metro e 31 centímetros, apenas 8 centímetros acima da menor marca já registrada, voltou a subir. Mas, mesmo com a chuva registrada também em alguns municípios, no último fim de semana, a medição aqui na capital voltou a cair.
No sábado, o rio estava com 1 metro e 98 centímetros.
No domingo, com 1 metro e 83.
E nesta segunda-feira, a medição marcou 1 metro e 78 centímetros.
Ou seja, em 48 horas, ele baixou 20 centímetros.
O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, Cláudio Falcão, explica:
“Tivemos as chuvas em Capixaba, Assis Brasil, Brasileia, Xapuri e também nos seus afluentes. Mesmo assim, nós temos afluentes que estão medindo hoje com 17 centímetros. De qualquer maneira, mudou. Isso explica a questão do comportamento do rio. Mas basta diminuir essa chuva ou parar de chover um pouquinho, que nós decrescemos novamente, o que está acontecendo nesse momento. Mas é justamente por conta dessas chuvas que aconteceram que o Rio Acre melhorou seu nível no final de semana.”
Falcão destaca ainda que estamos passando por um período de neutralidade meteorológica, ou seja, o clima não está sob a influência nem do El Niño, nem da La Niña; fenômenos que costumam alterar o regime de chuvas em determinadas regiões.
“O mês de setembro pode estar chovendo justamente pela neutralidade de fenômenos meteorológicos. Isso volta àqueles tempos antigos em que chovia com mais frequência. O que nos preocupa, enquanto Defesa Civil, é que com mais possibilidade de chuva, há mais possibilidade de tempestades. E mais tempestades significariam transtornos, como queda de árvores, desmoronamento e riscos à segurança das pessoas que estão na rua, em campo aberto, se abrigando sob árvores ou em pontos de ônibus.” Alerta.
Com informações da repórter Débora Ribeiro, para a TV Gazeta.



