O segundo dia do júri popular de Raimundo Nonato Veloso, policial penal acusado de matar o jovem Wesley Santos da Silva durante a Expoacre de 2023, foi marcado nesta quinta-feira (18) por embates entre a acusação e a defesa no plenário da Cidade da Justiça, em Rio Branco.
A promotoria apresentou seus argumentos reforçando o pedido de condenação por homicídio qualificado e importunação sexual. De acordo com a acusação, Raimundo teria importunado sexualmente a jovem Rita Cássia, namorada de Wesley, e aguardado a saída do casal de um bar para se vingar, atirando contra a vítima. Para os promotores, os disparos teriam sido praticados por motivo torpe.
Já a defesa, representada pelo advogado Wellington Silva, contestou as alegações e afirmou que não existem provas de importunação sexual. O defensor ressaltou que Raimundo é réu primário, servidor público há mais de 20 anos e ex-diretor de unidades penitenciárias, destacando que sua conduta não condiz com as acusações.
Silva ainda argumentou que o réu teria sido agredido por várias pessoas antes de sacar a arma, o que configuraria legítima defesa. Segundo ele, os disparos não tinham a intenção de executar a vítima. “Se ele tivesse intenção de matar, teria atirado em órgãos vitais. Ele apenas reagiu a uma situação de violência contra si”, declarou.
A promotoria rebateu essa versão, afirmando que as marcas de lesão no corpo do réu teriam sido provocadas pela ação policial no momento da prisão, e não por agressões de terceiros, como alega a defesa.
Após os debates, o júri entrou em intervalo e os trabalhos foram retomados no período da tarde, com as considerações finais das partes. O resultado do julgamento deve ser conhecido até esta sexta-feira (19).
Com informações de Luan Rodrigo, para a TV Gazeta



