O Acre, maior produtor de banana da região Norte, com cerca de 88 mil toneladas comercializadas por ano em uma área de 7 mil hectares, confirmou o primeiro caso da praga conhecida como moko da bananeira. A detecção ocorreu em agosto deste ano, em um bananal no município de Rodrigues Alves, e acendeu o alerta em um setor vital para a economia agrícola do estado.
Segundo informações do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), a ocorrência foi notificada no dia 18 de agosto, após técnicos identificarem sintomas característicos da contaminação durante atendimento de rotina. A coleta da amostra foi feita no dia 21 de agosto e enviada para análise laboratorial, cujo laudo, emitido em 9 de setembro, confirmou a presença da praga.
O moko da bananeira já atinge estados vizinhos como Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, e tem alto potencial de disseminação. A doença, causada por uma bactéria, compromete toda a planta e pode reduzir drasticamente a produção.
Com a confirmação, o IDAF iniciou imediatamente medidas de contenção. A propriedade onde o foco foi identificado foi isolada, e equipes técnicas intensificaram o monitoramento no município.
“Nossa equipe está preparada para realizar todas as ações de contenção e erradicação do foco, mas até o momento esse foco é um foco isolado no bananal, no município de Rodrigues Alves. O IDAF, desde a confirmação, já vem trabalhando. Uma equipe está totalmente voltada para o município para realizar essas ações”, explicou Gabriela Tamwing, da divisão de defesa sanitária vegetal do instituto.
De acordo com o Idaf, o processo de contenção pode durar até 60 dias, período em que os técnicos devem acompanhar de perto o avanço ou não da contaminação. Para evitar a propagação da praga, o instituto reforça a necessidade de cuidados básicos. Entre os principais sintomas está a ocorrência de frutos amarelos em cachos ainda verdes.
Gabriela Tamwing destaca medidas preventivas que os produtores precisam adotar: “É importante que o produtor notifique o IDAF, isole essa área e tome as precauções necessárias. Algumas orientações são utilizar mudas sadias, não trocar ou comercializar mudas contaminadas e realizar a desinfestação de ferramentas, como foices e terçados, que são utilizados no manejo do bananal.”
A presença do moko representa uma ameaça significativa, já que a banana é a fruta mais cultivada e comercializada no Acre. O estado, que vinha sendo exceção no Norte em relação ao avanço da praga, agora enfrenta o desafio de manter a produção protegida e evitar que novos focos surjam em outras regiões.
Com informações da repórter Débora Ribeiro para TV Gazeta e editada pelo site Agazeta.net



