Nesta terça-feira (24), completam-se seis meses desde o crime que chocou o Acre: o linchamento de Yara Paulino, de 27 anos, após a circulação de um boato de que ela teria assassinado a própria filha, Cristina Maria, de três meses de idade. Até hoje, o paradeiro da criança permanece desconhecido, e o caso continua sob investigação.
Yara foi espancada até a morte por membros de uma facção criminosa no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco. A execução teria ocorrido como forma de “disciplina”, motivada pela suposta morte da bebê, que nunca foi confirmada. O Ministério Público do Acre (MPAC) e a Polícia Civil reforçam que as acusações contra Yara são infundadas.
Um saco de ração com uma ossada foi encontrado em uma área de mata no mesmo dia do crime, mas exames do Instituto Médico Legal (IML) constataram que os restos pertenciam a um animal, e não a uma criança.
Oito pessoas foram presas na época. Entre elas, o ex-companheiro da vítima, Ismael, que estava presente no dia da morte e é apontado como um dos possíveis envolvidos nas agressões, embora não tenha sido responsabilizado pelo desaparecimento da bebê.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 24 de março de 2025, quando Yara Paulino foi brutalmente assassinada na rua, em plena luz do dia, sob a alegação de que teria matado a própria filha. O caso repercutiu nacionalmente pela gravidade da execução, tratada como um “tribunal do crime”.
A criança, Cristina Maria, foi incluída na plataforma Amber Alert, que divulga desaparecimentos de crianças em canais oficiais e redes sociais. Ela foi vista pela última vez em 15 de março, segundo o alerta.
Com informações de Luan Rodrigo, para a TV Gazeta



