A Justiça do Acre determinou que Camila Arruda Braz, de 37 anos, acusada de matar o irmão Ramon Arruda Braz com 37 facadas, seja submetida a um exame de insanidade mental. A decisão foi proferida pelo juiz Álesson Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco, após audiência realizada em setembro.
O pedido foi feito pela Defensoria Pública do Estado, com concordância do Ministério Público do Acre (MPAC). O objetivo é avaliar se Camila tinha plena consciência de seus atos no momento do crime, ocorrido no dia 3 de junho deste ano, no Conjunto Tucumã, em Rio Branco.
Com a determinação, o andamento do processo criminal fica suspenso até a conclusão do laudo psiquiátrico. Apenas após o resultado, a Justiça decidirá se Camila será levada a júri popular pela morte do irmão.
Durante a audiência, o juiz manteve a prisão preventiva da acusada, destacando que não existem novos fatos que justifiquem a revogação da medida, considerando a gravidade do crime e o risco de reiteração.
Camila está presa desde o dia do crime, quando foi detida em flagrante pela Polícia Militar, logo após atacar o irmão com uma faca dentro da casa onde moravam com a mãe. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva, e ela segue custodiada na Penitenciária Feminina de Rio Branco.
Segundo as investigações, Camila teria chamado o irmão para consertar um ventilador e, em seguida, o atacado com golpes de faca, sem dar chance de defesa. A filha da acusada, de apenas 6 anos, presenciou o crime.
Familiares afirmam que Camila possui diagnóstico de transtorno bipolar e chegou a fazer tratamento no Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac), mas havia suspendido o acompanhamento médico e o uso da medicação há meses antes do crime.
A defesa da acusada não se manifestou até o momento.
Relembre o caso

O crime aconteceu na tarde do dia 3 de junho, dentro da residência onde Camila e Ramon viviam com a mãe, no Conjunto Tucumã, em Rio Branco.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Camila trancou as portas e janelas da casa antes de chamar o irmão ao quarto, impedindo que ele fugisse ou pedisse ajuda. Ramon foi atingido por 37 facadas, sendo 12 no coração.
O Ministério Público classificou o crime como homicídio qualificado, cometido mediante traição, emboscada ou dissimulação, uma vez que a acusada teria enganado o irmão e impossibilitado sua defesa.
A acusada alegou à polícia que suspeitava que o irmão havia abusado de sua filha, mas os familiares negam a acusação e afirmam que Ramon era um homem tranquilo e respeitador, crescido em um lar com várias mulheres.
O caso chocou a comunidade local e continua sendo acompanhado pela Justiça acreana, que agora aguarda o resultado do exame de insanidade mental para definir os próximos passos do processo.
Com informações do repórter Luan Rodrigo, para a TV Gazeta.



