O que deveria ser uma corrida comum terminou em horas de terror para um motorista de aplicativo, sequestrado na noite de terça-feira (4) em Rio Branco. O veículo, um Polo branco, foi tomado por criminosos e usado em um ataque a tiros contra uma residência na Rua 12 de Junho, no bairro Santa Inês, região do Segundo Distrito.
Segundo relato da vítima, tudo começou no bairro Canaã, onde ele foi chamado para buscar um passageiro. Ao chegar ao endereço indicado pelo aplicativo, dois homens armados o renderam e o levaram para uma casa abandonada, onde ficou em cativeiro. Outros quatro criminosos aguardavam escondidos no local.
O grupo saiu com o carro e seguiu para o Recanto dos Buritis, onde pretendia atacar rivais, mas não encontrou ninguém. Em seguida, foram até o Santa Inês e atiraram várias vezes contra o portão e as paredes de uma casa. O carro e a fachada do imóvel ficaram marcados pelos disparos. Após o ataque, os criminosos devolveram o veículo ao motorista e ordenaram que ele fosse embora imediatamente.

O motorista conseguiu acionar a Polícia Militar e procurou ajuda no 2º Batalhão da PM, próximo à Arena da Floresta, onde relatou o ocorrido. O carro foi apreendido e passou por perícia técnica.
“O motorista foi acionado para uma corrida e, ao chegar, acabou rendido. Ficou sob vigilância enquanto parte do grupo usava o veículo para cometer ataques. Após o retorno, o carro foi restituído e a vítima procurou o batalhão. A perícia recolheu digitais e vestígios do veículo, e o caso segue em investigação”, explicou o tenente-coronel Felipe Russo, da Polícia Militar.
De acordo com o oficial, os criminosos efetuaram vários disparos, inclusive com armas de grosso calibre, contra a residência.
“Eles efetuaram disparos de arma de fogo, inclusive de fuzil, contra uma casa no bairro Santa Inês. Isso mostra como as facções estão se armando, apesar de todo o esforço da polícia. Seguimos realizando operações e não vamos baixar a guarda”, afirmou Russo.
Durante o ataque, os moradores da casa dormiam e não conseguiram identificar os autores. A perícia encontrou cápsulas de pistola, projéteis de fuzil e marcas de tiros compatíveis com calibre .38 no local. Uma pessoa que vive na residência tem passagem pela polícia, mas nega envolvimento com organizações criminosas.
O caso foi registrado na Delegacia de Flagrantes e será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deve apurar se o ataque tem relação com a disputa entre facções que atuam na capital acreana.
Com informações de Luan Rodrigo, para a TV Gazeta



