Uma jovem de 26 anos deu à luz em casa, no bairro São José, em Cruzeiro do Sul, após ter sido liberada da Maternidade da Mulher e da Criança do Vale do Juruá. Segundo familiares, Maria Antônia Silva de Souza procurou a unidade de saúde sentindo fortes contrações e permaneceu no local durante a noite, mas foi dispensada na manhã seguinte com 4 centímetros de dilatação.
“Ela estava com 4 cm de dilatação, quase 5. Disseram que ela não ia ganhar neném e mandaram ela ir para casa. Ela dizia: ‘Eu não quero ir para casa, minha filha vai nascer e eu não vou conseguir ter ela’. Lá na hora que estava sentindo dor, ela dizia: ‘Eu vou morrer, a minha filha não vai nascer, a minha filha está aqui em cima’”, contou Maria Elisângela, irmã da gestante.
De acordo com a família, poucas horas depois da alta, Maria Antônia entrou em trabalho de parto em casa. O parto aconteceu no banheiro da residência, com a ajuda das irmãs. E segundo as irmãs, a bebê nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço e demorou a respirar.
“A bebê nasceu, não respirava. Eu tive que pegar ela, coloquei a cabeça para baixo e fiquei batendo nas costinhas dela para ela poder respirar. Depois a gente levou minha irmã para a cama. Foi tudo muito rápido, aconteceu no banheiro mesmo”, relatou Maria Elisângela.
Após o parto, mãe e filha receberam os primeiros socorros e foram levadas por uma ambulância para o Hospital da Mulher e da Criança do Vale do Juruá, onde passaram por atendimento médico.
O enfermeiro obstetra e gerente de assistência à saúde do hospital, Fernando Rossi, confirmou o ocorrido e afirmou que ambas passam bem.
“Ela foi encaminhada após o parto domiciliar, recebeu todo o atendimento e, graças a Deus, o bebê está bem, a mãe está bem e estão aptas para a alta hospitalar”, informou.
O hospital ressaltou que dispõe de estrutura completa para o atendimento obstétrico e neonatal e que o caso está sendo acompanhado pela equipe médica.
“O procedimento médico é soberano. O profissional tem autonomia para, dentro da avaliação, tomar a melhor conduta. A direção prima por oferecer todas as condições para que ele desempenhe o trabalho da melhor maneira possível. Existem registros em prontuário, que demonstram que tudo foi feito com a maior prudência possível. Não há o que se questionar nesse sentido”, declarou Rossi.
Com informações do repórter Glédson Albano para TV Gazeta e editada pelo site Agazeta.net



