A cheia do Rio Acre, aliada ao volume intenso de chuvas registrado ao longo do mês de dezembro, já provoca reflexos diretos no calendário escolar da rede municipal de ensino de Rio Branco. Com escolas afetadas e utilizadas como abrigos para famílias desalojadas, o ano letivo de 2025 deve se estender até 2026 em algumas unidades.
De acordo com o secretário municipal de Educação, Alysson Bestene, o período foi marcado por um evento climático atípico, com mais de 24 horas seguidas de chuva e um acumulado de aproximadamente 170 milímetros, o que resultou em alagamentos e no deslocamento de diversas famílias.
“Diante desse mês de dezembro que nós tivemos esse evento atípico de muitas chuvas, muitas pessoas foram atingidas, famílias que tiveram que sair de suas casas. Os abrigos que nós tivemos que adaptar nesse primeiro momento para dar todo o acolhimento e assistência foram nas escolas municipais”, explicou.
Ao menos três escolas da rede municipal foram utilizadas como abrigos temporários, entre elas as escolas Maria Lúcia, no bairro Morada do Sol, e Álvaro Vieira, na região da Conquista. Segundo o secretário, essas unidades ainda mantêm o ano letivo em andamento, com previsão de encerramento entre os dias 15 e 30 de janeiro.
“Essas escolas estão com o ano letivo ainda em andamento. Há uma previsão de findar esse ano letivo no meio de janeiro, até o dia 15, e outras até o dia 30 de janeiro”, afirmou Bestene.
Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Educação já trabalha na reorganização do calendário escolar para garantir a reposição das aulas e o cumprimento da carga mínima exigida por lei.
“A gente está reformulando para repor essas aulas que foram perdidas, para continuar nesse mesmo calendário. Estamos fazendo de tudo para minimizar esse efeito e manter a programação de findar o ano letivo até 31 de janeiro”, destacou o secretário.
Bestene ressaltou ainda que os atrasos no calendário escolar não são um problema pontual deste ano. Segundo ele, a rede municipal enfrenta dificuldades recorrentes desde anos anteriores, agravadas por eventos como a pandemia da Covid-19 e as cheias sucessivas do Rio Acre.
“Já vem desde a pandemia, com vários eventos ao longo de praticamente cinco anos. Mesmo assim, a gente tem feito de tudo para minimizar isso, diminuir os impactos e acompanhar o mesmo calendário do Estado”, pontuou.
O secretário garantiu que a prioridade da gestão municipal é assegurar a qualidade do ensino e evitar prejuízos no aprendizado dos estudantes, mesmo diante das adversidades.
“Estamos trabalhando com toda a equipe da Secretaria Municipal de Educação para garantir que nossas crianças não tenham prejuízo nenhum em relação ao aprendizado e que os 200 dias do ano letivo sejam cumpridos”, concluiu.
Com informações da repórter Natália Lindoso para TV Gazeta e editada pelo site Agazeta.net



