O Rio Envira voltou a transbordar nesta sexta-feira (16) em Feijó, no interior do Acre, mantendo o município em estado de alerta. O nível chegou a 12,19 metros (dezenove centímetros acima da cota de transbordamento) e provocou alagamentos em bairros da área urbana e em comunidades ribeirinhas.
Segundo a Defesa Civil, aproximadamente 150 residências foram afetadas, o que representa mais de 600 pessoas atingidas pela cheia. As equipes seguem monitorando a situação e orientando os moradores sobre medidas de segurança.
Monitoramento e assistência
Em vídeo, o coordenador da Defesa Civil, Adriano Souza, afirmou que o trabalho das equipes permanece contínuo.
“Já é a segunda vez que o nível do Rio Envira transborda neste mês de janeiro. Por isso, não vamos recuar enquanto não prestarmos a assistência necessária para essas famílias neste momento difícil”, declarou.
De acordo com o coordenador, os bairros mais impactados são Aristides, Terminal, Hospital e Bela Vista. Na zona rural, comunidades ribeirinhas também foram atingidas, entre elas a aldeia Paruá Central.
A prefeitura informou que enviou mais de uma tonelada de alimentos para as famílias da comunidade indígena, além de itens de primeira necessidade para outros pontos afetados pela cheia.
Situação das famílias
Atualmente, duas famílias estão em abrigos provisórios montados pelo município. Outras optaram por se deslocar para casas de parentes ou áreas mais altas enquanto o nível do rio segue acima da normalidade.
A Defesa Civil segue realizando o mapeamento das áreas de risco e não descarta novas remoções caso o volume de água volte a subir nos próximos dias.
O coordenador reforçou o pedido para que a população evite o contato com a água da enchente.
“É uma água contaminada, que pode trazer riscos à saúde, principalmente para crianças e idosos”, alertou.
Ele também destacou que os canais de emergência da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros permanecem disponíveis para atender ocorrências e pedidos de ajuda.
Segundo o órgão, o cenário chama atenção por ser diferente do registrado no mesmo período de 2025, quando não houve cheias significativas no município, o que aumenta a preocupação em relação ao comportamento das chuvas neste início de ano.
Produção: Gisele Almeida



