A Das Amazônias/Revista Discente de História da Universidade Federal do Acre alcançou o estrato B1 na avaliação quadrienal 2021-2024 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O resultado é fruto de muito compromisso e união de sua equipe editorial que desde sua primeira avaliação – onde obtivemos Qualis B3 – buscou melhorar todos os fluxos editoriais para melhor atender a comunidade científica.
A classificação B1 representa um marco para a Das Amazônias, que desde a sua criação, em 2018, vem se consolidando como espaço de divulgação acadêmica e debate historiográfico sobre a região amazônica. O novo conceito no Qualis amplia a visibilidade nacional e internacional da revista, reforçando sua capacidade de atrair autores, leitores e citações, além de contribuir para o fortalecimento dos programas de pós‑graduação e da pesquisa em História no Acre e na Amazônia.
Alinhada às diretrizes editoriais disponíveis em seu portal institucional, a Das Amazônias possui escopo voltado à História e às Ciências Humanas, com ênfase em debates historiográficos, experiências de pesquisa, ensino de História, estudos sobre a Amazônia, povos indígenas, populações tradicionais, gênero, raça, cultura, religião e fronteiras. A revista acolhe artigos, resenhas, entrevistas e dossiês temáticos, buscando fomentar abordagens plurais, críticas e interdisciplinares.
Atualmente, a revista mantém periodicidade semestral, corpo editorial e conselho científico compostos por pesquisadores de diferentes instituições, além de adotar avaliação por pares em sistema duplo-cego, garantindo rigor, isenção e qualidade acadêmica nos trabalhos publicados.
O reconhecimento da Capes, que utiliza a avaliação quadrienal como instrumento de supervisão e melhoria contínua da pós‑graduação brasileira, valida o esforço coletivo de equipe editorial, colaboradores e da comunidade acadêmica. A avaliação leva em conta registros oficiais, como a Plataforma Sucupira, e prioriza periódicos que promovem produção intelectual qualificada e rigorosa — critérios que a Das Amazônias tem buscado seguir desde o seu início. A revista adota o modelo de acesso aberto, utilizando o sistema Open Journal Systems (OJS), o que garante transparência nos fluxos editoriais, ampla circulação do conhecimento científico e alinhamento às boas práticas internacionais de editoração acadêmica.
Atualmente, a revista conta com oito volumes, divididos em duas edições por ano desde 2019: v. 1 n. 1 (2018): Tema Livre; v. 2 n. 1 (2019): Dossiê: República brasileira e Autoritarismo; v. 2 n. 2 (2019): Dossiê: República brasileira e Autoritarismo; v. 3 n. 1 (2020): Entre a sala de aula, pesquisas e historiografias: trajetórias na construção dos profissionais de História; v. 3 n. 2 (2020): A construção de conhecimentos em tempos de Covid-19; v. 4 n. 1 (2021): Resistência: A construção de saberes históricos em tempo de pandemia; v. 4 n. 2 (2021): A História em diálogo: identidades, sujeitos e saberes; v. 5 n. 01 (2022): Dossiê: Semana de reflexões sobre negritude, gênero e raça dos institutos federais (SERNEGRA); v. 5 n. 02 (2022): Artesanato intelectual: moldagens e construções de múltiplos saberes; v. 6 n. 01 (2023): Dossiê – Povos e comunidades indígenas e tradicionais: (Re)existências, saberes e lutas por direitos; v. 6 n. 2 (2023): Na trama de Clio: tecendo saberes históricos em diferentes perspectivas; v. 7 n. 1 (2024): Dossiê – Rebeldias Epistemológicas: (Re)existindo em/nas sociedades brasileiras entre 2018 a 2022; v. 7 n. 2 (2024): Dossiê – História Literária Amazônica: novos percursos; v. 8 n. 1 (2025): Dossiê: Religião, Sociedade e Fronteira; v. 8 n. 2 (2025): Temática Livre.
A direção editorial da revista é composta por profissionais comprometidos com a excelência: o Prof. Dr. João Paulo Pacheco Rodrigues, como editor‑chefe; o Prof. Dr. Paulo Roberto de Almeida, como editor adjunto; Prof. Me. Jardel Silva França, como editor gerente e uma equipe técnica formada por Lucas Santos Nobre, Prof. Me. Ramon Nere de Lima, Profa. Ma. Karolaine da Silva Oliveira, Profa. Ma. Geovanna Moraes de Almeida e Profa. Ma. Thais Albuquerque Figueiredo. A revista nasceu da iniciativa do Prof. Dr. Sérgio Roberto Gomes de Souza, junto a discentes do curso de História — Wálisson Clister Lima Martins e Larissa Oliveira dos Santos — e desde então vem cultivando um perfil colaborativo. Como revista discente, a Das Amazônias cumpre também um papel formativo fundamental, contribuindo para a qualificação de estudantes de graduação e pós-graduação nos processos de escrita acadêmica, avaliação por pares e editoração científica, fortalecendo a cultura de pesquisa e publicação de qualidade na Universidade Federal do Acre (Ufac).
A Direção da Das Amazônias manifesta profundo agradecimento a todos que tornaram possível essa conquista: editores técnicos, editores de texto, pareceristas, autores e parceiros institucionais. Esse reconhecimento no Qualis é fruto do trabalho coletivo, do compromisso com padrões editoriais rigorosos, da revisão criteriosa e da dedicação em promover temas discutidos em nossa universidade, elevando e ampliando o debate a nível nacional.
Ao celebrar este avanço, a Das Amazônias reafirma seu compromisso com a valorização da produção científica realizada a partir da Amazônia, rompendo com assimetrias históricas no campo acadêmico e ampliando a presença da região nos debates historiográficos nacionais e internacionais. Parabéns à equipe editorial, aos colaboradores e à comunidade acadêmica que caminharam junto — este B1 é motivo de orgulho para a Ufac e para toda a região.

Jardel Silva França – Mestre em Letras: Linguagem e Identidade pela Universidade Federal do Acre (PPGLI/ Ufac). Licenciado em História (Ufac). Professor de História da Educação Básica do Estado do Acre. Professor temporário da área de História da Universidade Federal do Acre (Ufac). Filiado à Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e Negras (ABPN). Membro do Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal do Acre (Neabi/Ufac).
Ramon Nere de Lima – Doutorando em História (bolsista CNPq) pelo Programa de Pós-Graduação em História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), vinculado à linha de pesquisa Cultura e Etnicidade. Mestre em História pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Professor P2 – História, do quadro permanente da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE/AC), lotado no Colégio Militar Estadual Tiradentes (CMET/PMAC). Atua como pesquisador nos Grupos de Pesquisa Norte da História: História, Cultura, Sociedade e Ensino, Narrativas transfronteiriças: histórias, identidades, linguagens e culturas nas/das Amazônias e História e Cultura, Linguagem, Identidade e Memória – GPHCLIM, ambos vinculados à Universidade Federal do Acre (Ufac). É filiado à Associação Nacional de História – Seção Acre (Anpuh-AC), exercendo a função de secretário-geral no biênio 2024-2026. Integra, ainda, a Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia (SBTHH), o Grupo de Estudos Linguísticos e Literários da Região Norte (GELLNORTE), Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC) e a Rede Latino-Americana de Teoria da História e História da Historiografia (RLTHH).





