O nível do Rio Acre voltou a subir e ultrapassou novamente a cota de alerta nesta quinta-feira (29), em Rio Branco, após alguns dias de vazante. Segundo o boletim da Defesa Civil Municipal, o rio atingiu 13,50 metros às 5h22 e continuou em elevação ao longo da manhã, chegando a 13,64 metros às 9h.
Nas últimas 24 horas, foi registrado um acumulado de 15,00 milímetros de chuva na capital. A cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14,00 metros. Com a nova elevação, cresce a preocupação das autoridades quanto à possibilidade de um terceiro transbordamento em menos de 20 dias, caso o volume de água continue aumentando.
Os dados da Defesa Civil mostram que, no dia 28 de janeiro, o Rio Acre apresentou elevação gradual ao longo de todo o dia, porém ainda abaixo da cota de alerta. Às 5h21, o nível estava em 12,19 metros, passando para 12,27 metros às 9h, 12,37 metros ao meio-dia, 12,55 metros às 15h, 12,78 metros às 18h, 13,04 metros às 21h e 13,17 metros à meia-noite.
Nesse período, o volume de chuva registrado foi de 32,00 milímetros em 24 horas, fator que contribuiu diretamente para a rápida resposta do rio nas horas seguintes.
Riscos com a oscilação do nível
Sobre os impactos da alternância entre enchente e vazante, o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, alertou para os riscos à população e à infraestrutura da cidade.
“Os perigos dessa oscilação são inúmeros. Primeiramente, o perigo de transbordamento. Já foram dois transbordamentos em menos de 20 dias”, destacou.
Segundo o coordenador, as mudanças bruscas no nível do rio também intensificam problemas geológicos e urbanos em Rio Branco.
“A partir do momento que tem enchente, vazante, enchente e vazante, isso vai aumentando as erosões e a instabilidade das encostas. Os riscos são muito grandes, sem contar a parte urbana, que tem mais de 37 igarapés cortando a cidade, o que faz com que a gente tenha um risco constante de enxurradas”, completou.
A Defesa Civil segue monitorando o Rio Acre e orienta moradores de áreas ribeirinhas e de risco a acompanharem os alertas oficiais.



