O Rio Envira ultrapassou a cota de transbordo e atingiu 12,44 metros nesta segunda-feira (2), ficando 44 centímetros acima do limite e impactando mais de 160 famílias no município de Feijó. A elevação ocorre após um mês de janeiro com chuvas acima da média e concentradas em poucos dias, segundo dados da Defesa Civil municipal.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Feijó, Adriano Souza, a situação registrada neste início de 2026 é atípica para o período.
“Só no mês de janeiro o Rio Envira transbordou três vezes. É algo inédito, nunca houve registros de transbordos nesse mês, e só agora em 2026 aconteceu isso”, afirmou.
Chuvas acima da média e elevação rápida do nível
Nos últimos 30 dias, o volume acumulado de chuva em Feijó chegou a 285 milímetros, enquanto a média esperada para o mês é de 229 milímetros. O maior registro ocorreu no dia 27 de janeiro, quando choveu 86,2 mm em um único dia, contribuindo para a rápida elevação do nível do rio.

Segundo a Defesa Civil, o principal fator de preocupação não é apenas o volume total, mas a concentração das chuvas em curtos intervalos, o que acelera o transbordamento. “O problema é a grande quantidade de chuva em poucos dias”, explicou Adriano Souza, ao destacar que, em condições normais, a média diária para o mês varia entre 10 e 15 mm.
Áreas atingidas e atuação da Defesa Civil
A cheia do Rio Envira atingiu quatro bairros urbanos, além da zona rural e comunidades ribeirinhas, incluindo aldeias localizadas no Baixo Rio Envira. Uma família precisou ser encaminhada para abrigo, que está sob responsabilidade da Prefeitura de Feijó. As demais famílias afetadas permanecem desalojadas, com apoio de parentes ou da própria comunidade.
A Defesa Civil mantém monitoramento contínuo do nível do rio e das áreas mais vulneráveis. Segundo o coordenador, houve registro de leve baixa no Alto Rio Envira, mas a tendência para Feijó ainda exige atenção.
“A previsão é de mais chuvas para o município, por isso as equipes seguem em monitoramento”, afirmou Adriano Souza.



