A permanência de Clendes Vilas Boas à frente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) dominou os debates na Câmara de Vereadores de Rio Branco nesta quarta-feira (11). A discussão ocorreu horas antes de o prefeito Tião Bocalom oficializar a exoneração do superintendente por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
Desde o início do ano, Vilas Boas, responsável pela fiscalização do trânsito e pela gestão do transporte coletivo, deixou de falar com a imprensa sobre os problemas no sistema. De acordo com parlamentares, apenas o secretário municipal vinha se manifestando publicamente sobre a situação do transporte na capital.
Durante a sessão, o vereador Eber Machado (MDB) afirmou que o então superintendente já teria perdido autonomia dentro da autarquia. Segundo ele, o motivo seria a recusa de Vilas Boas em assinar a renovação do contrato emergencial com a empresa Ricco Transportes, responsável pelo serviço de ônibus na cidade.
O contrato venceu no último domingo e, conforme o vereador, seria necessário um novo documento para prorrogar a prestação do serviço por mais seis meses.
“A gente viu hoje, né, é uma coação que estão fazendo com o atual superintendente. Ele disse que não vai assinar esse contrato da Ricco, porque venceu no domingo. Para que esse contrato seja assinado novamente tem que ter um chamamento público e eles não querem fazer isso”, declarou Eber Machado.
O parlamentar defende que a Prefeitura realize um chamamento público, conforme prevê a Lei de Licitações, em vez de renovar o contrato de forma emergencial.
Enquanto o impasse jurídico e administrativo se desenrola, a situação do transporte coletivo continua gerando reclamações. Passageiros relatam falhas constantes nos veículos, com ônibus apresentando problemas mecânicos durante as viagens. Motoristas também denunciam atraso no pagamento dos salários de janeiro e benefícios, como os chamados “sacolões”. Segundo relatos, a empresa ainda não teria realizado depósitos de FGTS.
No fim do ano passado, a Câmara Municipal aprovou a destinação de R$ 13 milhões em subsídios à empresa. Até o momento, a Ricco não explicou publicamente os motivos para as dificuldades financeiras e operacionais, nem detalhou como os recursos foram aplicados.
Com informações do repórter Adailson Oliveira para TV Gazeta e editado pelo site Agazeta.net
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