A consagração de Bianca Lins como tricampeã do concurso de Rainha Gay 2026 aconteceu neste sábado (14), na Praça da Revolução. Com 200 pontos e um décimo de diferença para a segunda colocada, Bianca foi quem levou troféu do primeiro lugar e o prêmio de 4,3mil para casa.
Representando o bloco Unidos do Fuxico, Bianca não é novata na competição; esta foi a sua sexta participação e terceiro título. “Todas as vezes que eu participei eu ganhei. Só duas vezes que eu fiquei em segundo lugar”, afirmou.
A rainha conta que o segredo é ter coragem e persistência :
“Eu acho que arriscar é a palavra, porque se a gente for viver com medo a gente não vai fazer nada na vida”, expressa.
Para ela, o importante é competir e se entregar.
“O reconhecimento é o mérito de um esforço de meses treinando, ensaiando, fazendo a fantasia. E deu certo, graças a Deus.”
O samba como caminho
Bianca Lins confessou que um dos maiores obstáculos foi lidar com a descredibilização do próprio samba, que muitas vezes foi dito como “básico”. Inspirada em musas do Rio de Janeiro, a rainha revelou que fez algumas aulas e encontrou o próprio estilo. “Eu acho que o samba é o único, cada um tem seu jeito de sambar”, diz.
O figurino que levou a vitória
O traje de Bianca chamou atenção. O figurino que custou mais de dois mil reais foi inspirado em Oxum, orixá da fertilidade e do amor.
“Eu vim mais pela minha religião. Sempre quis trazer um orixá pro samba. Se for pesquisar, o samba começou nisso: negritude e raça”, declara.
Além do carnaval
Para mais de Rainha Gay do carnaval, Bianca Lins, ativista cultural desde os 20 anos, também é Rainha Junina. Representando a quadrilha Malucos na Roça, a drag é tricampeã do estado, tricampeã municipal e trouxe para o Acre o troféu de terceiro lugar do concurso nacional.



