23 °c
Rio Branco
33 ° qua
33 ° qui
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
agazeta.net
  • Últimas Notícias
    • Saúde
    • Entretenimento
    • Esporte
    • Colunas Sociais
      • Vagno Di Paula
      • Jackie Pinheiro
      • Gazeta Estilo
      • Claudia Souza
    • Coluna da Casa
      • A Política Nossa de Cada Dia
      • Antirracismo em Pauta
      • Banzeiro Econômico
      • Brasil e o Mundo
      • Direito de Saia
      • Errantes
      • Escavando História
      • Faixa a Faixa
      • Filmes E Séries
      • Gastronomia e Cultura
      • Pódio 360
      • Nutrição em Foco
      • PsicologicaMente
      • Sobre Livros e Leituras
  • Polícia
  • Política
  • Editais
  • Empregos e Concursos
    • Empregos
    • Oportunidades
  • Cotidiano
  • TV Gazeta
    • Balanço Geral
    • Gazeta Alerta
    • Gazeta Entrevista
    • Gazeta em Manchete
  • Últimas Notícias
    • Saúde
    • Entretenimento
    • Esporte
    • Colunas Sociais
      • Vagno Di Paula
      • Jackie Pinheiro
      • Gazeta Estilo
      • Claudia Souza
    • Coluna da Casa
      • A Política Nossa de Cada Dia
      • Antirracismo em Pauta
      • Banzeiro Econômico
      • Brasil e o Mundo
      • Direito de Saia
      • Errantes
      • Escavando História
      • Faixa a Faixa
      • Filmes E Séries
      • Gastronomia e Cultura
      • Pódio 360
      • Nutrição em Foco
      • PsicologicaMente
      • Sobre Livros e Leituras
  • Polícia
  • Política
  • Editais
  • Empregos e Concursos
    • Empregos
    • Oportunidades
  • Cotidiano
  • TV Gazeta
    • Balanço Geral
    • Gazeta Alerta
    • Gazeta Entrevista
    • Gazeta em Manchete
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
agazeta.net
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Coluna da Casa Antirracismo em Pauta
  • O mar que banha o centro de Rio Branco: Yemanjá e a retomada do espaço público

    por Agazeta.Net
    25 de fevereiro de 2026
    em Antirracismo em Pauta, Coluna da Casa
    O mar que banha o centro de Rio Branco: Yemanjá e a retomada do espaço público
    Ouça Aqui

    Dizem que o Acre é terra de mistérios, mas um dos maiores “segredos” guardados pelo nosso estado é a força vibrante das religiões de matriz africana. Por muito tempo, os tambores ecoaram no silêncio das periferias, protegidos pelos muros dos terreiros, longe dos olhares carregados de julgamento. Mas o cenário está mudando. Dia 02 de fevereiro é comemorado o dia de Yemanjá e quando o cortejo ocupa as ruas centrais de Rio Branco, ele faz mais do que celebrar a fé, ele rompe o cerco do preconceito.

    Yemanjá, a mãe cujos filhos são como peixes, é celebrada aqui com uma particularidade geográfica que só a Amazônia explica. Embora seja a Ayabá (Rainha) do mar, em solo africano ela é cultuada nas águas doces. No Acre, essa Rainha das Águas, saudada com os dizeres “Odò Ìyá” (Mãe das águas) ou “Èérú Ìyá!” (Mãe das espumas), encontra sua morada nos nossos rios, provando que a ancestralidade não conhece fronteiras geográficas, apenas laços de sangue e espírito (Jagun, 2005).

    A importância desse cortejo acontecer no centro da cidade é simbólica e política. Durante décadas, impôs-se um estigma de que o candomblé e a umbanda deveriam ser práticas “escondidas”, quase clandestinas. Ver o branco do axé, em respeito e honra a Oxalá, ocupar o asfalto por onde circulam o comércio e o poder é um ato de coragem.  Essa religião que tanto resiste ao usar branco toda sexta feira, ao ocupar espaços públicos usando suas guias de proteção, ao sair com a cabeça raspada como demonstração de iniciação e orgulho do seu axé, nesse dia sai às ruas para que todos vejam que são muito mais do que se possa imaginar.

    • ‎Siga o canal “TV Gazeta / Agazeta.net” no WhatsApp

    Ao sair dos locais isolados e marchar para o coração da capital, os praticantes estão dizendo: “Nós existimos, nós somos parte desta cidade e nossa fé não é motivo de vergonha.” É uma quebra de barreira física e emocional. O centro, que tantas vezes ignora a presença negra e indígena na construção da identidade acreana, é forçado a parar e admirar o brilho das contas e o ritmo do atabaque.

    O racismo religioso no Brasil tenta reduzir essas celebrações ao “exótico” ou, pior, ao “demoníaco”. Diversos elementos que caracterizam a religião como única são postos em xeque: por que usar branco? Por que não comer carne na sexta-feira? Por que utilizar fios de conta? Ora, a simbologia por trás de todos os fundamentos e preceitos remete à presença predominantemente negra de origem africana no Brasil. O tráfico transatlântico, que visava apagar essa cultura, acabou por se tornar, em solo brasileiro, um meio de expressão e resistência.

    É nesse contexto que aquilo que, aos olhos do colonizador, parecia apenas “exótico” passa a ser lido como diabólico. Por isso Exu, o dono dos caminhos, que anda sem camisa, descalço, brincando com o mundo, fazendo o acerto virar erro e o erro virar acerto, rompendo com a lógica binária do bem e do mal, é demonizado. Exu não é bom, nem é mau; ele apenas é. Assim como nós.

    Nas religiões de matriz africana, o oposto não é um problema, mas uma complementação. Não somos inteiramente bons ou maus; apenas somos. Exu não é santo, assim como nós também não somos. Exu que carrega água na peneira mostra que a vida não precisa ser levada com tamanha rigidez. A encruzilhada ensina que há vários caminhos a seguir, mas é preciso estar ciente de que a vida responde conforme o que oferecemos. É necessário sempre ter algo a oferecer, pois, no mercado de Exu, quem vem para pedir sem nada para trocar, rouba. Por isso, no cortejo e em todos os momentos dentro de um terreiro, saúda-se Exu primeiro. Tudo é troca.

    O cortejo de Yemanjá no Acre confronta o racismo religioso de frente. Em uma região de fronteira, onde identidades se misturam e se tencionam, a presença de uma divindade africana no centro da cidade reafirma que o Brasil é preto e que o Acre também o é.

    A Rainha das Águas não vem para se esconder, ela vem para lavar as ruas da intolerância. Cada passo dado no cortejo é um território recuperado. É a prova de que a fé, quando é resistência, não cabe em quatro paredes. Ela transborda, como as águas de Yemanjá, e ocupa o lugar que sempre lhe pertenceu, o direito à cidade e ao respeito.

    Que os peixes de Yemanjá continuem nadando contra a correnteza do preconceito, fazendo do centro de Rio Branco um porto seguro para todas as crenças. Odò Ìyá!

    Referências

    JAGUN, Marcio de. Ori: a cabeça como divindade: história, cultura, filosofia e religiosidade africana. 1. ed. Rio de Janeiro: Litteris, 2015. 248 p.

    Prof. Larissa Oliveira dos Santos

    Graduada em Historia e pós-graduada em Educação das Relações Étnico-Raciais.

    Agazeta.Net

    Artigos Relacionados

    Ministro da Educação promete hospital universitário no Acre e diz que estado é o único sem unidade federal

    Ministro da Educação promete hospital universitário no Acre e diz que estado é o único sem unidade federal

    quarta-feira, fevereiro 25, 2026

    Durante agenda em Rio Branco nesta quarta-feira (25), o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que a implantação de um...

    Protesto de servidores na ALEAC leva à suspensão do projeto de terceirização do Hospital do Alto Acre

    Protesto de servidores na ALEAC leva à suspensão do projeto de terceirização do Hospital do Alto Acre

    quarta-feira, fevereiro 25, 2026

    O processo de terceirização do Hospital do Alto Acre em Brasileia foi suspenso após servidores da unidade irem até a...

    Ministro da Educação realiza visitas à Ufac e ao Ifac durante agendas do MEC no Acre

    Ministro da Educação realiza visitas à Ufac e ao Ifac durante agendas do MEC no Acre

    quarta-feira, fevereiro 25, 2026

    O ministro da Educação, Camilo Santana, desembarca em Rio Branco nesta quarta-feira (25) para realizar compromissos oficiais na capital acreana....

    Nenhum resultado
    Ver todos os resultados

    Artigos Recentes

    • Ministro da Educação promete hospital universitário no Acre e diz que estado é o único sem unidade federal 25 de fevereiro de 2026
    • Protesto de servidores na ALEAC leva à suspensão do projeto de terceirização do Hospital do Alto Acre 25 de fevereiro de 2026
    • O mar que banha o centro de Rio Branco: Yemanjá e a retomada do espaço público 25 de fevereiro de 2026
    • Ministro da Educação realiza visitas à Ufac e ao Ifac durante agendas do MEC no Acre 25 de fevereiro de 2026
    • Senac anuncia vagas no Acre com salários de até R$ 5 mil 25 de fevereiro de 2026
    Av. Antônio da Rocha Viana, 1.559
    Vila Ivonete
    Rio Branco - Acre
    Cep. 69918-308
    Entre em contato: WhatsApp (68) 9907-9096
    • Home
    • Quem Somos
    • Expediente
    • Mídia Kit
    • Contato
    • Política de privacidade

    © 2024 agazeta.net - Desenvolvido por NK7.

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Forgotten Password?

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Log In

    Add New Playlist

    Nenhum resultado
    Ver todos os resultados
    • Últimas Notícias
      • Saúde
      • Entretenimento
      • Esporte
      • Colunas Sociais
        • Vagno Di Paula
        • Jackie Pinheiro
        • Gazeta Estilo
        • Claudia Souza
      • Coluna da Casa
        • A Política Nossa de Cada Dia
        • Antirracismo em Pauta
        • Banzeiro Econômico
        • Brasil e o Mundo
        • Direito de Saia
        • Errantes
        • Escavando História
        • Faixa a Faixa
        • Filmes E Séries
        • Gastronomia e Cultura
        • Pódio 360
        • Nutrição em Foco
        • PsicologicaMente
        • Sobre Livros e Leituras
    • Polícia
    • Política
    • Editais
    • Empregos e Concursos
      • Empregos
      • Oportunidades
    • Cotidiano
    • TV Gazeta
      • Balanço Geral
      • Gazeta Alerta
      • Gazeta Entrevista
      • Gazeta em Manchete

    © 2024 agazeta.net - Desenvolvido por NK7.

    Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para que os cookies sejam usados. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.