O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, entregou à Câmara Municipal o pedido de renúncia ao cargo, com efeito a partir do dia 3 de abril de 2026. A decisão ocorre em meio à preparação do gestor para disputar o governo do Acre nas eleições deste ano.
Para atender o que determina a Constituição, assim como o governador Gladson Cameli envio à Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) o pedido de renúncia, Bocalom entregou a carta de afastamento na Câmara da capital Rio Branco.
CARTA DE RENÚNCIADe acordo com o documento encaminhado ao Legislativo municipal, Bocalom deixa a função após mais de cinco anos à frente da prefeitura. No texto, ele afirma que a decisão foi tomada com “espírito de serviço” e agradece à Câmara de Vereadores pela parceria institucional ao longo do mandato.
Antes de oficializar a saída, o prefeito afirmou que cumprirá agenda administrativa até o início de abril, incluindo a entrega de obras.
“Hoje o nosso ofício está sendo encaminhado à Câmara, já notificando da nossa intenção de que, a partir do dia 3, a gente vai deixar a prefeitura. Porque dia 2 ainda temos um bocado de inaugurações. Não vou deixar antes porque são muitas inaugurações que nós temos, não dá tempo. Mas, graças a Deus, além das que eu vou fazer, nós vamos deixar muitas para o Allysson poder fazer ao longo do ano.”
Bocalom foi eleito prefeito da capital pela primeira vez em 2021 e reeleito em 2024. Ao longo da gestão, demonstrou diversas vezes a intenção de disputar o governo. Com a saída do cargo, o vice-prefeito vai assumir a administração municipal.
Articulação política
Filiado atualmente ao PSDB, Bocalom também passou recentemente a integrar a direção estadual da sigla. Segundo ele, a mudança faz parte da estratégia para viabilizar a candidatura ao governo.
“Ontem nós recebemos a nomeação. Eu, mais um grupo de abnegados, dentre eles duas pessoas antigas do PSDB, que eu tenho o maior carinho e respeito, que é o doutor Carlos Beirute e o nosso amigo Sérgio Barros. Estamos nos juntando a eles novamente, porque quando eu deixei o partido, eles lá ficaram e continuaram. Então estou muito feliz de poder retornar à velha casa. Evidentemente que eu queria muito ter permanecido no PL 22 do meu querido Bolsonaro, mas fui impedido de ser candidato lá dentro do PL. Tive que arrumar uma nova casa, e a nova casa é o PSDB, que me acolheu com muito carinho. Se Deus quiser, a gente vai fazer desse partido um grande partido nesse estado”, finaliza.
Matéria em vídeo produzida pela repórter Débora Ribeiro para TV Gazeta



