Durante entrevista ao programa Gazeta Entrevista, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), afirmou que o Acre vive um cenário preocupante, com mais pessoas recebendo Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. A declaração foi feita ao comentar sua pré-candidatura ao governo e defender mudanças na política econômica do estado.
Segundo ele, o quadro atual é resultado de decisões tomadas ao longo das últimas décadas e evidencia a necessidade de um novo direcionamento na gestão pública.
Crítica ao modelo e comparação com outros estados
Ao analisar a situação do Acre, Bocalom afirmou que o estado seguiu um caminho diferente de outras regiões que avançaram na geração de empregos formais.
“Infelizmente, nós temos hoje mais Bolsa Família do que carteira assinada”, declarou.
Ele também comparou o Acre com Rondônia, destacando a inversão de cenários ao longo dos anos.
“Rondônia hoje tem muito mais carteira assinada do que Bolsa Família. O Acre, ao contrário, tem muito mais Bolsa Família do que carteira assinada”, disse.
Para o prefeito, esse cenário indica que “alguma coisa errada está aí nesses últimos 30, 40 anos”, em referência às políticas adotadas no estado.
Bocalom também criticou a dependência de programas sociais, especialmente no interior, onde, segundo ele, até produtores acabam dependendo do benefício.
“Isso é muito ruim. Porque não dá para morar em cima de uma terra rica […] e ficar dependendo de R$ 600”, afirmou.
Candidatura e discurso de “missão”
Durante a entrevista, o prefeito reforçou que sua decisão de disputar o governo está ligada a um propósito pessoal e político.
“Missão. Eu entendo como missão”, afirmou ao comentar a candidatura.
Ele disse que sua atuação na política tem como objetivo mostrar que é possível fazer gestão pública com responsabilidade e resultados.
“A minha missão é exatamente essa […] mostrar que quando a gente cuida bem do dinheiro público, tem a certeza que o dinheiro dá para fazer muita coisa”, disse.
Propostas e visão de desenvolvimento
Bocalom defendeu que o caminho para reduzir a dependência de programas sociais passa pela geração de emprego e fortalecimento da iniciativa privada.
Segundo ele, é necessário criar condições para novos investimentos e ampliar a atividade econômica no estado. O prefeito também afirmou que pretende aplicar no governo do estado o mesmo modelo de gestão adotado na Prefeitura de Rio Branco, baseado em controle de gastos e execução de obras com recursos próprios.
Para ele, a mudança no cenário econômico depende diretamente de decisões políticas.
“Tudo isso é resultado de uma política errônea […] e que precisa ser mudada”, concluiu.
Entrevista concedida para o programa, Gazeta Entrevista.



