Nesta segunda-feira (6), começou a contar o prazo determinado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que a secretária de agricultura, Temyllis Lima da Silva, explique a compra de um terreno avaliado em R$ 22 milhões. O imóvel, localizado às margens da BR-364, no bairro Cidade do Povo, possui 75 mil hectares.
A polêmica gira em torno da valorização repentina: no ano passado, a mesma área estava anunciada por R$ 8 milhões, conforme folder de uma imobiliária; em poucos meses, o valor praticamente triplicou.
A conselheira do TCE, Naluh Gouveia, por meio de liminar, suspendeu imediatamente o pagamento da primeira parcela, que já seria paga no fim de março e representava quase o valor total pedido anteriormente pelo proprietário. Além disso, a conselheira deu um prazo de 48 horas para que a secretaria envie os documentos de toda a transação.
Segundo o governo, a justificativa para a compra seria a construção de um complexo multifuncional destinado a abrigar eventos como a Expoacre. No entanto, Naluh Gouveia destacou que a negociação, chamada de “desapropriação amigável”, não teve a transparência necessária, já não consta no portal de informações do governo nem no sistema de licitações do TCE.
A negociação foi iniciada pelo então secretário Luiz Tchê, deputado que deixou o cargo para disputar a reeleição. Agora, sua esposa, Temyllis Lima da Silva, precisa comprovar a utilidade pública do investimento. Além do valor do terreno, seriam necessários novos gastos com limpeza e infraestrutura, considerados inviáveis diante da atual situação financeira do Estado.
A Secretaria de Agricultura receberia a equipe de reportagem da TV Gazeta para uma entrevista para esclarecer o caso, mas desmarcou o compromisso alegando reunião na Casa Civil, onde deve ser definido o próximo passo do governo.
Com informações do repórter Adailson Oliveira



