O ex-secretário de Estado de Saúde (Sesacre), Pedro Pascoal (PSDB), reforçou, em entrevista ao Gazeta Entrevista, seu novo posicionamento político para as eleições de 2026 e destacou a aproximação com o antigo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB). Durante a conversa, Pascoal afirmou que, em seu entendimento, o melhor caminho para o Acre é apoiar o projeto liderado por Bocalom para o governo.
“Hoje eu acho que o melhor, no meu entendimento, para o futuro do nosso Estado é apoiar o nosso futuro governador Tião Bocalom”, declarou.
A fala marca um novo capítulo no cenário político acreano e evidencia o distanciamento do ex-secretário da base da atual governadora Mailza Assis, além de fortalecer a articulação do PSDB para a disputa do governo do Estado.
Mudança de campo político
Durante a entrevista, Pedro Pascoal ressaltou que a aproximação com Bocalom não representa um rompimento abrupto, lembrando que a relação entre o grupo do prefeito e o governo anterior sempre foi de diálogo.
“O Bocalom nunca foi uma oposição. O Bocalom nunca foi um inimigo do governo”, afirmou.
Segundo ele, a decisão de migrar para o PSDB foi construída ao longo do processo de transição política, após divergências internas que, segundo o médico, não se alinharam com sua visão de futuro.
Pascoal também destacou que seu compromisso sempre esteve voltado à população, acima de qualquer projeto partidário.
“O meu compromisso sempre foi com a população”, disse.
A declaração reforça a leitura de bastidor de que sua filiação ao PSDB fortalece diretamente a pré-candidatura de Bocalom ao governo do Acre em 2026, tornando o prefeito uma peça central no novo arranjo político.
Filiado ao PSDB, o médico confirmou que entra na disputa eleitoral de 2026 como pré-candidato a deputado federal, levando para o debate a experiência acumulada na gestão pública, especialmente à frente do Samu e da Sesacre.
Relação com Gladson Cameli
Ao relembrar sua passagem pelo serviço público, Pedro Pascoal afirmou que não entrou na gestão com pretensões políticas e que sua ascensão ocorreu a partir do trabalho técnico desenvolvido no Samu.
“Eu nunca almejei cargo de chefe do Samu, aconteceu, foi feita uma proposta”, relatou.
Ele também destacou a relação construída com o ex-governador Gladson Cameli, a quem classificou como amigo.
“Foi um chamado do governador, é um amigo que a gestão me deu”, afirmou.
Segundo Pascoal, a experiência à frente do Samu e, posteriormente, da Secretaria de Saúde, permitiu conhecer a realidade do interior do estado e construir soluções para diferentes regiões do Acre.
Entrevista cedida ao programa, Gazeta Entrevista (06/04/20026) disponível no canal oficial da TV Gazeta no Youtube.



