As equipes de profissionais integrantes do programa Saúde Rural, edição itinerante fluvial, retornaram à capital no final da tarde desta segunda-feira (6) após quase um mês de missão em áreas de difícil acesso em cerca de 150 comunidades ribeirinhas ao longo do Rio Acre.
Ao todo, 72 profissionais participaram da operação, oferecendo atendimentos médicos, odontológicos, vacinação, testes rápidos e distribuição de medicamentos. Durante a ação, foram atendidas 2.036 pessoas e realizados 34.140 procedimentos, além de quatro atendimentos de emergência e duas remoções para atenção especializada.
Segundo a coordenadora da ação, Rejane Almeida, os resultados do programa foram expressivos e satisfatórios.
“Conseguimos atender todas as comunidades previstas, alcançando mais de 2 mil pessoas e realizando cerca de 35 mil procedimentos. Também levamos o implante contraceptivo implanon, que teve grande adesão”, destacou.
A iniciativa faz parte de uma ação da prefeitura de Rio Branco por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e ocorre durante o período de cheia dos rios, quando o deslocamento por via fluvial se torna mais viável.
De acordo com o secretário da sáude de Rio Branco, Rennan Biths, o objetivo da ação é levar atendimento médico para comunidades que não conseguem se deslocar a fim de reduzir desigualdades no acesso à saúde.
“Sabemos que essas populações ainda enfrentam muitas dificuldades para chegar à rede municipal. Por isso, aproveitamos esse período para levar atendimento, dignidade e cuidado diretamente até elas”, afirmou.
O prefeito Alysson Bestene ressaltou que o programa já se consolidou como uma das principais marcas da gestão municipal, ao priorizar comunidades mais isoladas.
“São profissionais que passam mais de 30 dias navegando, atendendo cada localidade com dedicação e espírito humanitário. Esse é um trabalho que vai além da saúde, é um compromisso com quem mais precisa”, disse.
Com o encerramento da etapa fluvial do programa Saúde Rural edição itinerante fluvial, a Secretaria já organiza a próxima fase. Durante o período de estiagem, os atendimentos devem continuar por via terrestre, alcançando comunidades rurais que não são atendidas pelos rios, mas que também enfrentam dificuldades de acesso.



