As obras de reforma da Passarela Joaquim Macedo e de construção do Calçadão do Novo Mercado Velho, às margens do Rio Acre, seguem sem conclusão após quase três anos e têm gerado transtornos diretos para comerciantes e trabalhadores locais.
Um dos principais problemas são os cabos de alta tensão próximos ao guarda-corpo de ferro do calçadão, que representam riscos à segurança. Além disso, a presença de pragas e animais peçonhentos, como cobras, ratos e mosquitos, também preocupa os comerciantes.

O comerciante Raimundo Nonato, conhecido como Dr. Raiz, denuncia a situação de abandono do espaço, que antes era palco de atividades da economia solidária.
“Aqui é um ponto turístico internacional. Tem muitas pessoas do mundo inteiro e elas perguntam por que isso está tão abandonado. Essa feira da economia solidária tem importância para Rio Branco, mas essa obra já está há quase três anos como um cemitério de lixo”, afirma.

Outro ponto crítico destacado pelos trabalhadores é a estrutura provisória instalada durante a obra. Segundo o comerciante Lacy Lessa, os banheiros chegaram a afastar frequentadores do mercado.
“O banheiro foi um transtorno. Um mau cheiro horrível dentro do mercado, na parte de alimentação. O cheiro tomava conta de tudo”, relata.

A situação também preocupa pela perda de atividade em um espaço que sempre foi referência cultural, turística e econômica.
“A gente teve uma queda de mais de 90% por conta dessa situação. Hoje, o Mercado Velho está em total abandono. Entra governo, sai governo, entra prefeito, sai prefeito, e a gente continua na mesma situação. Por ser um ponto turístico, a gente se sente aqui abandonado”, diz João Neto, comerciante local.

Com informações do repórter Marilson Maia e editado pelo site Agazeta.net.



