Produtores rurais da região da Transacreana, em Rio Branco, enfrentam sérias dificuldades para trafegar pelos ramais devido às condições precárias das estradas, agravadas pelo período de chuvas. Em alguns trechos, nem veículos traçados conseguem avançar por causa da lama, comprometendo o transporte de pessoas e o escoamento da produção.
Nos ramais Barro Alto e União, por exemplo, veículos ficam atolados até o eixo, e a saída depende da ajuda de outros motoristas. Para evitar prejuízos maiores, produtores têm se organizado em comboios, já que trafegar sozinho pode significar ficar preso na estrada ou perder mercadorias.
Em muitos casos, os próprios passageiros ajudam a empurrar os veículos para vencer os trechos mais críticos. Ainda assim, há locais onde nem com ajuda é possível seguir viagem.
A situação também afeta diretamente a rotina de moradores e estudantes. No ramal do Noca, alunos estão indo a pé para a escola, já que o acesso por veículos se tornou inviável com as chuvas. Em algumas áreas, apenas cavalos conseguem atravessar os trechos mais comprometidos.

Imagens registradas pelos moradores mostram valas abertas pela água no meio das estradas, algumas com quase um metro de profundidade, o que aumenta ainda mais o risco para quem precisa passar pelo local.

Problemas semelhantes são registrados no ramal Da Nova Olinda, onde até os veículos utilizados para transporte de produtores deixaram de circular devido às más condições das vias.

Promessas não cumpridas
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Extrativistas e Produtores Rurais, a situação já havia sido discutida anteriormente com órgãos públicos, mas as melhorias prometidas não foram executadas.
O presidente da entidade, Josa Ferreira, afirma que o problema será levado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) como forma de cobrar providências.
“Vamos mostrar que tudo aquilo que foi prometido não foi feito. A prefeitura virou as costas, e o Deracre ainda tenta ajudar, mas não tem recursos suficientes para atender toda a demanda”, afirmou.
O sindicato também critica a atuação de órgãos fiscalizadores e defende uma investigação sobre a aplicação dos recursos destinados à manutenção dos ramais.
De acordo com os produtores, apesar dos anúncios de investimentos, a realidade nas comunidades rurais segue marcada pelo abandono, dificultando o direito básico de ir e vir.
A cada período de chuvas, os problemas nos ramais da Transacreana se intensificam. Serviços realizados anteriormente, como a raspagem do solo, não resistem às condições climáticas e acabam sendo destruídos rapidamente.
Enquanto isso, moradores seguem enfrentando isolamento e prejuízos, à espera de soluções definitivas para a infraestrutura das estradas rurais.
Com informações de Adailson Oliveira, para a TV Gazeta.



