A Justiça do Acre marcou para sexta-feira (24) o interrogatório de Antônio de Sousa Morais, 22 anos, e Nataniel Oliveira de Lima, 23 anos, acusados de assassinar o advogado e colunista social Moisés Alencastro. Será a primeira vez que os dois réus falarão em juízo desde que foram presos em flagrante no dia 25 de dezembro de 2025, em Rio Branco.

Sete testemunhas foram ouvidas: cinco indicadas pelo MPAC, das quais duas foram dispensadas, e duas pela defesa. A oitiva estava prevista para o último dia 17, mas foi adiada.
Moisés Alencastro foi encontrado morto em seu apartamento, no bairro Morada do Sol, com múltiplos ferimentos de faca em dezembro de 2025; o carro da vítima foi encontrado na região do Quixadá horas antes. Os acusados confessaram participação no crime e a investigação apontou para latrocínio.
Após a audiência, o juiz decidirá se os réus irão a júri popular.
Quem foi Moisés Alencastro
Moisés Alencastro, de 59 anos, era advogado, servidor do Ministério Público do Acre, colunista social e ativista cultural. Atuava no Centro de Atendimento à Vítima (CAV) do MPAC, trabalhando na parte do acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Alencastro era presença constante em eventos culturais, debates sociais e iniciativas voltadas para a valorização da diversidade.

Sua trajetória também foi marcada pelo ativismo em defesa da comunidade LGBTQIA+, além da participação no Conselho Estadual de Cultura, onde ajudou a construir políticas públicas voltadas para a arte e cidadania. Em sua memória, o Ministério Público nomeou a sala de acolhimento do CAV como “Sala Moisés Alencastro”.



