O Acre deve fechar 2026 com o maior volume de exportações já registrado pelo estado, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Em coletiva de imprensa durante o Conexões Produtivas – Edição Amazônia, realizado nesta quarta-feira (1º) no Auditório do Sebrae Acre, o ministro afirmou que o estado já está próximo de US$ 50 milhões em exportações neste ano, um patamar entre 3,5% e 3,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
“O Acre está, graças a esses movimentos feitos pelo governo federal e pelo trabalho sério que a Apex desenvolveu nesses últimos dois anos e meio, assistindo a resultados históricos do comércio exterior. Nunca exportamos tanto quanto estamos exportando neste ano”, disse o ministro.
Segundo ele, o resultado tem relação direta com o Painel de Oportunidades do Acordo Mercosul-União Europeia, apresentado durante o evento, e com programas de apoio a exportadores que já operam no estado, como o PEIEX, voltado à formação e orientação de pequenos e médios negócios que querem começar a exportar. O programa é administrado pela ApexBrasil e, segundo o ministro, nasceu ainda na gestão do ex-senador Jorge Viana à frente da agência.
Márcio Elias Rosa também citou o acordo Mercosul-União Europeia, fechado depois de mais de duas décadas de negociação, como fator que deve ampliar ainda mais esse volume nos próximos anos. Segundo o ministro, o texto do acordo prevê preferência para produtos que atendam critérios de sustentabilidade, o que beneficia diretamente a bioindústria da Amazônia Legal.
“Toda a indústria associada à bioeconomia, que é pujante na Amazônia Legal, terá acesso privilegiado à comunidade europeia”, afirmou.
O ministro disse ainda que o governo federal segue negociando a inclusão de mais setores e a redução de tarifas em outras frentes comerciais, e afirmou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços está disposto a mediar reclamações do setor produtivo do Acre sobre burocracia alfandegária, especialmente na fronteira com o Peru, caso empresários formalizem essas demandas junto ao ministério.



