A Diocese de Rio Branco iniciou o processo de transição após a renúncia de Dom Joaquín Pertíñez Fernández. Até a escolha de um novo bispo, a Diocese ficará sob a responsabilidade de Dom Antônio Fontinele de Melo, bispo da Diocese de Humaitá (AM), nomeado Administrador Apostólico.
Durante a coletiva realizada nesta quinta-feira (2), o padre Antônio José de Oliveira explicou que o Vaticano vai escolher quem assumirá o comando da Igreja Católica em Rio Branco. Durante esse período as atividades da Diocese continuam normalmente.
O padre afirmou que a Diocese ficará temporariamente sem um bispo titular. Esse período pode durar semanas ou até meses e não há uma data definida para o anúncio do novo responsável.
“Vamos permanecer com uma diocese vacante, como usamos o termo, quer dizer, o posto está vago, aguardando a chegada de um novo titular. Esse tempo nós não sabemos quanto demora. Pode ser um mês, dois meses ou até mais”, contou.
Segundo padre Antônio José, a escolha do próximo bispo é feita somente pelo Papa. Nem autoridades políticas nem outros bispos participam da decisão.
“O Papa vai escolher livremente o próximo bispo, sem interferência de outras instituições. Não tem interferência política, nem governamental e nem mesmo de outros bispos. Os nomes são enviados e, a partir de uma lista tríplice, ele escolhe aquele que considerar mais preparado para assumir a diocese”.
Após a aceitação da renúncia, o Papa Leão XIV nomeou Dom Antônio Fontinele de Melo como Administrador Apostólico da Diocese de Rio Branco. A expectativa é que ele chegue a Rio Branco na próxima terça-feira (7).
Segundo o padre Antônio José, a escolha garante a continuidade dos trabalhos da Igreja até a nomeação do novo bispo: “Como não aconteceu a nomeação de um novo titular, ele nomeou o administrador apostólico, como nós vimos, Dom Antônio Fontinele, bispo da Diocese de Humaitá, que vai estar aqui conosco, se Deus quiser, na próxima terça. Toda essa transição vai acontecer com muita naturalidade e com muita simplicidade.”
Mesmo após deixar o cargo, Dom Joaquín continuará acompanhando a Diocese como bispo emérito. De acordo com o vigário, ele seguirá próximo da comunidade durante a transição.
“A transição vai ser bem tranquila, calma. É um período difícil, mas também é um período bonito. Nós ainda temos o nosso bispo emérito ao nosso lado, conversando, dando palavra de conforto e animando aqueles que ficam tristes com a saída. O bispo ficou 27 anos, um mês e um dia, de muito trabalho, dedicação e muitos benefícios para a Diocese de Rio Branco”, declarou.
A renúncia de Dom Joaquín foi motivada por problemas de saúde. Segundo o padre Antônio José, o bispo passou a enfrentar dificuldades após uma arritmia cardíaca, em 2023, e o quadro levou ao pedido de renúncia, que foi aceito pelo Papa Leão XIV.
“Todo bispo, quando completa a idade, é solicitado a pedir a renúncia da sua função episcopal. No nosso caso, Dom Joaquín pediu a renúncia porque está tendo problemas de saúde, e isso se acentuou muito a partir de 2023, quando ele teve arritmia no coração, fez cirurgias e passou a ficar mais debilitado nas suas tarefas e funções. A Nunciatura acompanhou tudo de perto, enviou tudo o que era necessário para o Santo Padre, e o Papa Leão XIV aceitou a sua renúncia”, contou.



