Ação do Bope será investigada, diz Iapen
As presidiárias do Pavilhão “M”, na ala feminina do presídio Francisco d’Oliveira Conde, realizaram protestos durante dois dias. Elas reivindicavamm melhoria da qualidade de comida oferecida na unidade.
Elas “bateram grade” e modificaram a rotina do lugar. A direção do Instituto de Administração Penitenciária alega que a intervenção do Bope foi necessária para garantir a segurança delas e a preservação do patrimônio público.
A entrada em cena do Bope foi violenta. Algumas mulheres estavam dopadas com remédios para dormir. “Eles acordaram elas (sic) na peia”, diz a parente de uma das presidiárias. As marcas de cassetetes estão nas costas, nas pernas, nas cabeças sangrando. Nas costas de uma presidiária, a força da agressão foi tão grande que a mão do policial ficou marcada, como se fosse uma queimadura.
“Se houve excessos está sendo averiguado no âmbito administrativo e judiciário”, afirmou o presidente do Instituto de Administração Penitenciária, Martin Hussel. a mulheres envolvidas fizeram exames de corpo de delito ontem à noite.
Cinco mulheres foram transferidas para Sena Madureira. Uma delas conseguiu fugir.



