Prefeito escolhia quem venderia para o município
O ex-prefeito de Feijó, Raimundo Ferreira Pinheiro, o Dindim não vai poder trocar, vender nem emprestar nenhum dos seus bens. A Justiça determinou a indisponibilidade, para que esses bens possam ser usados em eventual indenização ao município.
Em 2012, o Ministério Público descobriu uma série de licitações irregulares. A prefeitura, para evitar fazer a cotação e pagar pelo menor preço, fazia as compras fracionadas em até R$ 8 mil para adquirir os produtos por meio de carta convite.
Dessa forma, o prefeito Dindim escolhia quem venderia. Dos R$ 3,5 milhões que foram gastos naquele ano, R$ 1,5 milhão foi na modalidade convite. Por causa do esquema fraudulento, o prefeito e outros membros que participaram da gestão vão responder por improbidade administrativa.
Além do prefeito, outras 12 pessoas também foram indiciadas. Um deles era o braço direito do prefeito, o secretário Albércio Portela, que era o responsável pelo orçamento do município e assinava todos os empenhos junto com o prefeito.
O ex- procurador José Wilson Leão atestava os documentos e, por isso, figura como réu. Na lista dos denunciados, estão os empresários que foram beneficiados.
Em 2012, Dindim já tinha perdido os direitos políticos por 8 anos, acusado de abuso de poder econômico e político. Ele contratou serviço de publicidade de uma rádio local sem fazer a devida licitação.



