Pesquisadores avaliam que calha é possível ser preservada
O Depasa foi o único órgão que faltou ao encontro marcado pela Câmara de Vereadores de Rio Branco para discutir o abastecimento de água da Capital e as condições do Rio Acre.
A Câmara dedicou a sessão dessa quinta-feira a uma reunião com técnicos e estudiosos do rio para buscar uma saída e evitar o desabastecimento da Capital. Entre os convidados, o mais esperado, o Depasa, responsável pelo abastecimento, não apareceu.
O Rio Acre chegou a um dos níveis mais baixos até hoje registrados. Na manhã dessa quinta-feira, estava com 2,08 metros.
Para o pesquisador Claudemir Mesquita, esse é o resultado de anos e anos de destruição da mata ciliar, das construções próximas ao rio e seus afluentes e as mudanças climáticas.
A degradação do rio continua em estado avançado desde o seu nascimento no Peru. “Ainda dá tempo de recuperar a calha do Rio Acre, mas os políticos precisam parar de discursos e partir para ações práticas”, reclamou.
A professora Vera Reis mostrou um estudo recente onde aponta saídas para evitar que haja um colapso no abastecimento de água. O Rio Acre faz muitas voltas e esse intervalo de terra no centro da curva é chamado de meandro.
Segundo Vera Reis, essas áreas podem virar lagoas para armazenagem de água. Outra medida é fazer canais laterais no rio. Quando chegar o período seco, essa água é jogada para o leito do rio.
Todos os estudos e propostas do encontro serão enviados ao Governo do Estado e a prefeitura e se espera que o Depasa possa ao menos analisar.



