“ZPE do Acre pode ser viável”, assegura ministro
O ministro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, teve apenas uma atividade no Acre. Participou na manhã dessa sexta-feira (12), no auditório de Federação das Indústrias de um encontro com empresários de Rio Branco. A pauta era o lançamento de dois programas: o Plano Nacional da Cultura Exportadora e o Programa Brasil Mais Produtivo.
Para os empresários do Acre, o Governo Federal precisa apresentar incentivos para que o comércio local possa produzir vender para os mercados da Bolívia e Peru. Uma das discussões foi o funcionamento da ZPE, a Zona de Processamento de Exportação.
Desde 2012, o governo estadual criou a ZPE em Senador Guiomard, distante 23 quilômetros da Capital, mas, nunca funcionou. Nenhuma indústria se instalou, o local vive abandonado.
O ministro Marcos Pereira disse que o plano de “cultura exportadora” vai possibilitar estudar uma forma de fazer a zona de exportação do Acre funcionar. “Em outros estados, as ZPE’s foram sinônimo de fracassos, mas a do Acre é viável”, disse o ministro.
Segundo Marcos Pereira, o governo estuda ainda, uma mudança na lei das ZPE’s para incentivar que os empresários possam se instalar nessas áreas. A primeira é mudar a lei que determina quanto pode ser exportado.
Atualmente a norma determina que a indústria instalada na ZPE deve exportar 80% do que produz e vender os outros 20% no mercado local. Para o presidente da Federação das indústrias do Acre, Adriano Ribeiro da Silva, a meta é conseguir mudar o percentual de 20% para 40% de venda na região de origem.
“Assim, daria fôlego ao empresário até que ele conseguisse mercado exterior. Abrindo mais espaço no mercado local, poderíamos operar ser ter medo de prejuízos”, relatou.
Os empresários querem ainda uma ação concreta do Governo Federal em negociar com os governos do Peru e da Bolívia no sentido de reduzir a burocracia na hora de levar os produtos para os países vizinhos.
O ministro Marcos Pereira garantiu que essa pauta será discutida com o Ministério das Relações Exteriores e vai contar com ajuda do Congresso Nacional para mudar as regras que atrapalham as negociações com os países andinos.



