Empresas da Construção Civil também podem estar envolvidas
Investigação sobre desvio de recursos na compra de combustível da Emurb, a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco, pode levar a outras secretarias do município e do Estado e alcançar empresas do ramo da construção civil.
O principal elo do esquema é o ex-diretor presidente da Empresa de Urbanização, Jackson Marinheiro. Em 2012, ele virou manchete nos jornais quando o então prefeito de Rio Branco Raimundo Angelim, lhe nomeou para o cargo de diretor presidente da Emurb de forma ilegal.
O estatuto da empresa exige o referendo da Câmara de Vereadores para a nomeação do mais alto cargo da empresa de urbanização. A prefeitura não seguiu o trâmite legal e ainda divulgou no Diário Oficial que a nomeação tinha passado pelo crivo da Câmara.
Mesmo de forma ilegal, Jackosn Marinheiro continuou à frente da Emurb. O PT venceu as eleições municipais, mudou o prefeito, mas Marcos Alexandre manteve o diretor Jackson Marinheiro, que tinha trabalhado com ele na direção do Deracre.
Agora, a Emurb é apontada numa investigação como fonte de desvio de recursos públicos. Na semana passada, o Ministério Público fez a apreensão de documentos em postos de combustíveis.
A denúncia aponta que desde 2014 muitas notas fiscais foram pagas sem que os veículos da Emurb fossem abastecidos. Há, ainda, a compra de centenas de sacos de cimento e outros produtos para construção.
O Tribunal de Contas do Estado está ajudando na investigação. Aliás, todo levantamento da compra de combustível foi feito pelos técnicos do TCE. Há um ano e meio, o Tribunal vem fazendo auditorias em secretarias municipais e do Estado quanto ao consumo de combustível. Foram descobertas diversas irregularidades, principalmente no Deracre, onde passou Jackson Marinheiro.
A investigação está sob sigilo. O MPE não fala sobre o assunto. Como era homem de confiança, não sabe se Jackson Marinheiro agiu sozinho. Há três meses, a prefeitura lhe afastou do cargo evitando um estrago maior, principalmente agora, em plena campanha eleitoral.
Não se sabe o montante de dinheiro que pode ter sido desviado do esquema e se a operação vai alcançar outras secretarias e setores do poder público e de empresas de construção.



