Denúncia do MP é apenas uma de um dos processos
O ex-prefeito de Sena Madureira Nilson Areal tem uma extensa ficha na Justiça: responde 22 processos. Nessa segunda-feira, foi condenado a 18 anos e 8 meses em regime fechado, ainda perdeu os direitos políticos e foi levado, por ordem do Juiz de Sena Madureira, direto para o presídio do município. Mas, essa é apenas a primeira sentença dos processos de desvio de recursos públicos que o ex-prefeito responde.
Na ação julgada nessa segunda-feira, o Ministério Público denuncia o ex-prefeito Nilson Areal e a secretária de finanças Cecilia Teixeira de Souza, condenada a 16 anos de prisão, por pagarem por serviços que não foram feitos.
A dupla informou na contabilidade do município que pagou R$ 1.822,00 para um professor de capoeira que nunca foi às escolas do município. Outras três pessoas aparecem na folha de pagamento como contratadas para os cargos de professor.
Quando foram chamadas para se explicarem informaram que nunca prestaram o serviço.
Ao todo, foram desviados mais de R$ 12 mil. Em 2013, quando apresentou a denúncia, o MPE pediu a prisão preventiva do ex-prefeito. Os promotores alegavam que Areal poderia fugir a qualquer momento.
Ele não tinha registrado em seu nome um único bem e, ainda tinha dupla nacionalidade. Na policia federal está como brasileiro e português. A Justiça denegou o pedido de prisão e agora com a conclusão e sentença enviou Areal para a cadeia.
O advogado de defesa do ex-prefeito, Stephane de Souza Angelim, alega que nesses três anos Areal ficou respondendo o processo sem causar problemas para a investigação, como vai recorrer da sentença em segundo grau, a Justiça deveria garantir a oportunidade de ficar em liberdade.
“Agora resta buscar a manutenção da liberdade de Nilson Areal, e para isso vamos impetrar habeas corpus e num segundo momento fazer a defesa junto ao Tribunal de Justiça para combater a sentença e primeiro grau”, explicou.
Outro processo muito parecido contra Areal, também será julgado em Sena Madureira. A denúncia aponta desvio de mais de R$ 50 mil para pagamentos de serviços que não foram efetuados.
Uma pessoa, que não tinha registro na Ordem dos Advogados do Brasil, recebeu quase R$ 5 mil para atuar como advogado; Areal pagou R$ 12.650,00 para coleta de lixo, quando o MPE investigou o pagamento descobriu que foi dirigido para um gari, que em depoimento disse que nem sabia do serviço e do dinheiro.
Outros R$ 7,3 mil foram pagos para recapeamento de pneus e não existe empresa que preste esse serviço em Sena Madureira e até o serviço de pintura de um posto de saúde, mais de R$ 3 mil apareceu nas contas.
Em todos esses casos ficou comprovado que os empenhos foram falsificados para desviar os recursos do município.



