Trabalhadores vão ter que migrar para o Sinproacre
Depois de dois anos de brigas judiciais, o Ministério do Trabalho deferiu o registro sindical do Sinproacre, o Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino do Estado do Acre. Com a decisão, todos os professores vão ter que sair do Sinteac, um dos mais antigos sindicatos do Estado, e que, há mais de 50 anos representava os trabalhadores da Educação.
O Sinteac, que têm 9.000 professores filiados, vai ter que ficar apenas com o pessoal de apoio. O Ministério do Trabalho deu um prazo de 60 dias para a que entidade sindical apresente o estatuto social contendo a exclusão dos professores de seu quadro. Com isso, os professores podem escolher se filiar ao Sinproacre ou ficam sem se sindicalizar.
Para a presidente do Sinproacre, Alcilene Gurgel, agora acaba o discurso de que o sindicato era genérico e irregular. “O Ministério entendeu que os professores podem ser um sindicato exclusivo, assim como outras categorias. Agora vamos esperar a migração desses professores para nossos quadros”, comemorou.
Já a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, foi logo afirmando que a queda de braço ainda não acabou. Disse que vai recorrer da decisão por achar que a referência para as conquistas e lutas da Educação é o Sinteac.
“Essa decisão cobre as irregularidades de criação do Sinproacre, que foi fundado de forma ilegal e tudo isso não passa de um esquema de corrupção instalado no Ministério do Trabalho”, denunciou.
A queda de braço entre as duas agremiações sindicais completou há 15 anos. O Sinproacre nasceu da Associação dos Professores Licenciados. Depois virou sindicato dos professores licenciados – Sinplac.
O Sinteac foi à Justiça para evitar que os novos representantes continuassem a atividade. Não adiantou: o Sinplac ficou mais forte e virou Sinproacre, não atingindo apenas os professores licenciados, mas, toda a classe, sejam ativos, inativos, temporários ou nos regimes celetista ou estatutário.



